ONU anuncia libertação de todos os motoristas do PMA detidos na Etiópia

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O conflito entre o exército etíope e os rebeldes de Tigré provocou milhares de mortes e o deslocamento forçado de dois milhões de pessoas (AFP/Amanuel Sileshi)

Todos os motoristas do Programa Mundial de Alimentos (PMA) detidos na semana passada em Semera, cidade no norte da Etiópia que leva à região do Tigré, foram libertados, disse nesta quinta-feira (18) o porta-voz da ONU em Nova York .

"Os 70 (ndr: motoristas presos) foram libertados", disse Stéphane Dujarric durante sua entrevista coletiva diária.

Na segunda-feira, a ONU anunciou que 34 motoristas foram libertados, mas outros 36 estavam detidos.

Os motoristas em questão não eram funcionários das Nações Unidas, mas autônomos que trabalhavam para o PMA.

Além disso, dos 10 funcionários da ONU que também foram detidos recentemente na Etiópia, "seis foram libertados hoje" (quinta-feira), disse Dujarric.

“Cinco funcionários e um familiar continuam detidos”, acrescentou.

As prisões ocorreram após um estado de emergência declarado no início de novembro pelo governo de Abiy Ahmed, quando rebeldes ameaçaram marchar até a capital.

A guerra entre as autoridades etíopes e os rebeldes da Frente da Libertação do Povo Tigré (TPLF), apoiada pelo Exército de Libertação Oromo (OLA), começou em 4 de novembro de 2020 e resultou na morte de milhares de pessoas e mais de dois milhões de deslocados.

O conflito é marcado por abusos de ambas as partes contra civis.

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