Trump receberá primeiro-ministro iraquiano na Casa Branca na 2ª feira

Washington, 19 mar (EFE).- O presidente dos EUA, Donald Trump, receberá na segunda-feira na Casa Branca o primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, com quem prevê abordar o estado da campanha militar contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), entre outros temas.

O enviado especial para a coalizão internacional antijihadista de Trump, Brett McGurk, visitou recentemente o Iraque e afirmou desde Bagdá que o EI perdeu 65% dos territórios que controlava nesse país.

McGurk também elogiou a missão das tropas iraquianas na cidade de Mossul, último reduto dos radicais e onde afirmou que a ofensiva se desenvolve de forma bem-sucedida.

No final de fevereiro, o Pentágono apresentou à Casa Branca uma lista de opções para acelerar a luta contra os jihadistas do EI na Síria e Iraque, algo que poderia incluir o levantamento dos limites de tropas americanas nesses dois países, situado agora em 5 mil e 500, respectivamente.

Na quarta-feira, o jornal "The Washington Post" revelou que o governo de Trump está considerando o envio de mil soldados a mais à Síria para acelerar a tomada de Al Raqqa, o reduto mais importante de EI nesse país.

Atualmente, os EUA mantêm cerca de 5 mil soldados no Iraque para assistir e treinar as tropas curdas e iraquianos, que recuperaram parte do território que os jihadistas do EI tinham conseguido consolidar em 2014, entre eles a maior parte de Mossul, a segunda cidade do país.

Por outro lado, a visita de Abadi a Washington ocorrerá depois de o governo de Trump ter excluído os cidadãos iraquianos de sua ordem migratória revisada, que agora afeta todos os refugiados e os cidadãos de seis países de maioria muçulmana.

O decreto de 6 de março estabelece a proibição de entrada dos refugiados nos EUA por 120 dias e detém a emissão de vistos durante 90 dias aos cidadãos de seis países de maioria muçulmana (Irã, Somália, Iêmen, Líbia, Síria e Sudão).

Na primeira ordem, emitida em janeiro e bloqueada nos tribunais, o Iraque também estava na lista de países afetados.

O novo decreto migratório devia entrar em vigor em 16 de março, mas também foi bloqueado temporariamente por ordem de dois juízes federais.EFE