Ataque talibã contra base do exército no Afeganistão deixa 60 mortos

Cabul, 21 abr (EFE).- Pelo menos 60 pessoas morreram - 50 soldados e dez talibãs - e cerca de 70 militares ficaram feridos nesta sexta-feira durante um ataque insurgente contra uma base do exército do Afeganistão no norte do país.

"O número de (soldados) mortos é superior a 50 e o de feridos até agora é de 73", disse à Agência Efe um comandante do exército afegão, que pediu anonimato e acrescentou que o total de insurgentes mortos chega a dez.

Zabihullah Kakar, membro do Conselho da província de Balkh, onde aconteceu o ataque, confirmou à Efe que pelo menos "66 integrantes do exército morreram e 73 ficaram feridos".

No entanto, o Ministério da Defesa afegão evitou dar números concretos sobre o total de vítimas.

Um porta-voz do Ministério, Dawlat Waziri, afirmou para a Efe que "o número de mortos e feridos será anunciado após a conclusão das investigações". "Infelizmente também temos mortos e feridos", disse Waziri, sem dar mais detalhes.

O ataque, que durou cerca de seis horas, começou pouco depois do meio-dia, quando os soldados saíam da mesquita após as orações de sexta-feira, no quartel situado no distrito de Dehdadi, explicou Waziri.

Um porta-voz das forças especiais do exército afegão encarregado de neutralizar os agressores, Javid Salim, disse à Efe que os talibãs aproveitaram o momento das orações de sexta-feira para iniciarem sua ofensiva e informou que a situação está "sob controle", com todos os talibãs mortos.

Abdul Qahar Aram, porta-voz do exército, contou à Efe que os insurgentes estavam vestidos com uniformes militares e conseguiram entrar no quartel dentro de vários veículos do exército.

Os insurgentes "foram descobertos na entrada, no segundo posto de controle, onde o primeiro dos agressores se sacrificou", enquanto os outros iniciaram uma troca de tiros com as forças de segurança, relatou Aram.

Os talibãs reivindicaram a autoria do ataque através de um comunicado enviado à Efe por seu porta-voz, Zabihullah Mujahid, que acrescentou que os insurgentes mataram "mais de 100 soldados". EFE