ONU diz que acordo do Sudão é necessário em "dias, não semanas"

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Premiê deposto do Sudão Abdalla Hamdok

Por Nafisa Eltahir

CAIRO (Reuters) - O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Sudão disse que conversas proporcionaram o esboço de um possível acordo sobre a volta da partilha de poder, inclusive a restituição do primeiro-ministro deposto, mas que ele tem que ser acertado em "dias, não semanas" antes de os dois lados endurecerem as posições.

A ONU está coordenando esforços para encontrar uma saída para a crise do país na esteira de um golpe de Estado dos militares em 25 de outubro, no qual políticos civis destacados foram detidos e o premiê Abdalla Hamdok foi submetido a prisão domiciliar.

Revelando os "contornos" de um acordo em potencial publicamente pela primeira vez, o enviado Volker Perthes disse que estes incluem a volta de Hamdok ao poder, a libertação dos detidos, a suspensão de um estado de emergência e ajustes em algumas instituições de transição e um novo gabinete tecnocrático.

Como sinal mais recente da pressão internacional crescente por uma reversão do golpe, o secretário-geral da ONU, António Guterres, conversou com o general sudanês Abdel Fattah al-Burhan nesta quinta-feira, pedindo a restauração da ordem constitucional e do processo de transição.

Perthes, representante especial de Guterres e chefe da Missão Integrada de Transição das Nações Unidas para o Sudão (Unitams), indicou que o tempo é essencial.

"Quanto mais se espera, mais difícil é implantar tal acordo e conseguir o aval necessário das ruas e das forças políticas", disse ele em uma entrevista. "E as posições dos dois lados endureceriam. Estamos falando de dias, não semanas."

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