ONU exige o fim dos bombardeios contra escolas na Ucrânia

Policiais ucranianos ao lado de uma escola destruída por um bombardeio em Mykolaivka, leste da Ucrânia, em 11 de maio de 2022 (AFP/Yasuyoshi CHIBA) (Yasuyoshi CHIBA)

A ONU exigiu, nesta quinta-feira (12), o fim dos bombardeios de escolas na Ucrânia, ao mesmo tempo que denunciou seu uso para fins militares, durante uma reunião do Conselho de Segurança convocada a pedido da França e do México.

"Estes ataques (a escolas) devem parar", disse Omar Abdi, alto funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"Até semana passada, pelo menos 15 das 89 escolas - uma em cada seis - apoiadas pelo Unicef no leste da Ucrânia haviam sido danificadas ou destruídas desde o início da guerra", em 24 de fevereiro, lamentou.

"Centenas de escolas em todo o país foram atingidas por artilharia pesada, ataques aéreos e outras armas explosivas em áreas povoadas, enquanto outras estão sendo usadas como centros de informação, abrigos, centros de abastecimento ou para fins militares, com impacto a longo prazo no retorno das crianças à escola", denunciou Abdi.

Durante o debate, México e França reiteraram que os ataques às escolas são uma violação flagrante do direito Humanitário.

"O exército russo continua matando civis, incluindo crianças" e "o custo da guerra" para esses últimos "é terrível", afirmou o embaixador da França na ONU, Nicolas de Rivière, pedindo um cessar das hostilidades.

Seu homólogo russo, Vasili Nebenzia, rejeitou as "acusações absurdas" contra as forças armadas de seu país.

Ele assegurou que a Rússia fornece ajuda humanitária a crianças no Donbass (leste da Ucrânia), onde há mais de oito anos o exército ucraniano vem travando "uma guerra civil contra seu próprio povo".

Com um livro didático em mãos, o diplomata russo disse ainda que o ensino de história para crianças na Ucrânia é tendencioso.

O embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, por sua vez, pediu à agência que atue para que as crianças separadas de suas famílias possam se reunir com elas.

Ele mais uma vez acusou a Rússia de continuar o "sequestro de crianças ucranianas". "Depois de serem transferidas à força para a Rússia, elas são adotadas ilegalmente por cidadãos russos", denunciou.

Joyce Msuya, responsável do Departamento de Assuntos Humanitários da ONU, argumentou que "os combates intensos estão causando um sofrimento humano imenso" e que "os civis, principalmente mulheres e crianças, estão pagando o preço mais alto".

É particularmente necessário apoiar a "ação contra as minas", destacou. "A desminagem é uma prioridade para abrir o espaço humanitário."

Msuya pediu também que "as partes em conflito eliminem qualquer obstáculo ao movimento do pessoal humanitário para garantir a entrega contínua de ajuda vital através da Ucrânia".

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