ONU faz apelo pela 'erradicação do racismo' no Dia Internacional dos Afrodescendentes

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Pessoas dançam na comemoração do Juneteenth na praça Black Lives Matter em Washington, DC, 19 de junho de 2021 (AFP/ROBERTO SCHMIDT)

O Dia Internacional das Pessoas Afrodescendentes “é um apelo urgente à ação para que todos, em todas as partes, se comprometam com a erradicação do mal do racismo”, clamou nesta terça-feira (31), de Nova York, o secretário-geral da ONU, António Guterres.

“É um reconhecimento que já deveria ter sido feito há muito tempo sobre as profundas injustiças e a discriminação sistêmica que os afrodescendentes sofreram durante séculos e continuam enfrentando hoje”, acrescentou o diplomata português no Twitter.

A iniciativa, proposta em dezembro pela Costa Rica, foi celebrada nesta terça-feira pela primeira vez por meio de diversas atividades realizadas no país centro-americano.

"Como parte de uma única família humana, reconhecemos a urgência de erradicar estigmas e preconceitos baseados em ideias infundadas de superioridade racial que continuam a causar sofrimento a milhões de afrodescendentes em todo o mundo", afirmou a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ex- presidente do Chile, Michelle Bachelet.

"Neste dia, dizemos basta ao racismo e à discriminação contra nossos irmãos e irmãs. As pessoas de descendência africana são as forças motrizes da mudança", declarou a vice-secretária-geral das Nações Unidas e presidente do Grupo das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a nigeriana Amina Mohammed.

A Assembleia Geral da ONU determinou em 28 de dezembro de 2020 a celebração dessa população a partir de uma resolução promovida pelo governo da Costa Rica, o que justifica ter o país centro-americana como sede global da comemoração.

“Esta data busca reafirmar o compromisso com a população afrodescendente por seu reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, disse em comunicado a vice-presidente costarriquenha Epsy Campbell, uma mulher negra.

“Reconhecemos a força incansável dessas mulheres e homens afrodescendentes que desafiaram a história, as leis e a injustiça por sua liberdade”, afirmou o presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, em coletiva de imprensa.

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