ONU lamenta a "estagnação" na Líbia

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Em fevereiro completou-se uma década desde a revolução de 2011 na Líbia

O enviado da ONU para a Líbia, Jan Kubis, criticou perante o Conselho de Segurança nesta sexta-feira (21) a "estagnação" dos avanços para a reabertura da rodovia costeira entre Sirte e Misrata, bem como a retirada de forças estrangeiras, posição apoiada pelos Estados Unidos.

"Os atrasos na reabertura da rodovia vão contra os esforços de construção de confiança entre ambas as partes e podem minar os esforços para fazer avançar a implementação do acordo de cessar-fogo, para fazer avançar a transição política", disse Kubis.

Além disso, "o uso, presença e atividades contínuas de milhares de mercenários, combatentes estrangeiros e grupos armados constituem uma grande ameaça não só para a segurança da Líbia, mas para toda a região", acrescentou.

Por sua vez, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que “é hora de os líderes líbios esclarecerem as bases constitucionais das eleições, aprovarem a legislação necessária e garantirem que as eleições não atrasem”.

“Todos os atores externos envolvidos no conflito devem cessar sua interferência militar e começar a se retirar da Líbia imediatamente”, enfatizou.

Ao contrário dos mercenários russos que apoiaram as autoridades no leste do país, a Turquia afirma que suas tropas foram enviadas a Trípoli no âmbito de um acordo bilateral com o governo, o que implicaria, em sua opinião, que eles não seriam afetados pelo pedido de partida de tropas estrangeiras.

De acordo com a ONU, mais de 20.000 mercenários e soldados estrangeiros permanecem na Líbia. Entre eles turcos, russos, sudaneses e chadianos.

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