'Eles têm medo das mulheres', diz diretora regional da ONU

ANSA

A diretora da ONU Mulheres para Américas e Caribe, a uruguaia Maria-Noel Vaeza, esteve no Brasil durante o feriado de carnaval para cumprir uma agenda de encontros políticos e civis em Brasília e no Rio de Janeiro.

Em entrevista exclusiva à ANSA, Vaeza contou que discutiu políticas e mecanismos para o avanço do direitos das mulheres, em vista da campanha internacional “Geração Igualdade”, que pretende cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

Segundo ela, é preciso eliminar a violência contra a mulher e promover maior participação política. Confira a entrevista completa:

ANSA: Quais encontros a senhora teve no Brasil e quais os temas foram abordados?

Maria-Noel Vaeza: Vim ao Brasil para apresentar a nova representante da ONU Mulheres no país, a ucraniana Anastasia Divinskaya, que acabou de chegar. É uma profissional de muitos anos na ONU Mulheres, já foi representante na Ucrânia e no Timor-Leste. É uma pessoa com muita experiência. Apresentei-a ao Itamaraty e ao vice ministro de Cidadania. Também visitei a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Estivemos ainda com o presidente da Suprema Corte de Justiça e conversamos com colegas e representantes da sociedade civil.

A senhora se reuniu com a ministra da Mulher, Damares Alves. Como avalia o trabalho realizado por ela e a situação das mulheres no Brasil atualmente?

Eu não sou ninguém para avaliar o trabalho da ministra. Meu trabalho é encontrar pontos em comum, como já encontramos e com os quais podemos trabalhar. Por exemplo, ela está muita preocupada com a violência contra a mulher. É uma das maiores preocupações que ela nos expressou.Eu contei o que estamos fazendo na região latino-americana. Ela estava interessada e nos escutou. Falamos sobre como organizar melhor o serviço público para atender as mulheres. Essa foi a grande parte da nossa conversa, assim como a participação política, que é um tema que a ONU Mulheres se preocupa...

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