ONU pede aos países da Organização Mundial de Comércio que não restrinjam as exportações de alimentos

Duas líderes da ONU pediram nesta segunda-feira aos países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) que não imponham restrições às exportações de alimentos para evitar o risco de uma grave crise alimentar provocada pela invasão russa da Ucrânia.

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A carta aberta está assinada pela alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e pela secretária-geral da UNCTAD, o órgão de comércio e desenvolvimento da ONU, Rebeca Grynspan.

"A guerra na Ucrânia está provocando terríveis sofrimentos ao povo ucraniano e aumentou o risco de fome e inanição para dezenas de milhões de pessoas que estão prestes a sofrer ou já sofrem insegurança alimentar", escreveram em uma carta aos ministros da OMC reunidos em Genebra esta semana.

Pediram que eles "se abstenham de impor restrições à exportação de alimentos essenciais comprados por países menos desenvolvidos e países em desenvolvimento importadores líquidos de alimentos, bem como alimentos comprados pelo Programa Mundial de Alimentos para fins humanitários".

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A guerra na Ucrânia levantou preocupações sobre a segurança alimentar global, já que os portos do país no Mar Negro estão bloqueados, impedindo a Ucrânia, um dos principais fornecedores de grãos do mundo, de exportar seus produtos.

Um dos últimos países a adotar tais medidas foi a Índia, que anunciou um limite para suas exportações de açúcar desde 1º de junho, após a proibição das exportações de trigo.

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