República Tcheca desmente acusação russa de fabricar gás tóxico

Praga, 17 mar (EFE).- O governo da República Tcheca rejeitou neste sábado as declarações do Kremlin de que no país centro-europeu se pode fabricar o chamado gás "Novichok", com o qual, segundo o Reino Unido, foi envenenado o ex-espião russo Sergei Skripal.

A ministra de Defesa tcheca, Karla Slechtova, qualificou de "acusação absurda" a mensagem da Rússia e lembrou que seu país é signatário das convenções internacionais que proíbem fabricar e utilizar esses tipos de gases tóxicos, informou a "Radio Praga".

O ministro de Relações Exteriores, Martin Stropnicky, também criticou em mensagem no Twitter as acusações "sem fundamento" e "sem prova alguma" que, segundo sua opinião, só buscam manipular a opinião pública.

A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, assinalou hoje o Reino Unido e os Estados Unidos como os países onde com maior probabilidade se sintetiza o agente tóxico, embora também tenha mencionado a República Checa, a Eslováquia e a Suécia como possível origem do gás.

Sergei Skripal, ex-agente dos serviços de inteligência militar russa (GRU) que passava informação ao MI6 britânico, foi encontrado inconsciente junto com sua filha no último dia 4 na cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, e desde então ambos estão hospitalizados em estado crítico.

Os investigadores britânicos asseguram que ambos foram envenenados com um agente nervoso de fabricação russa, razão pela qual Moscou - que rejeita todas as acusações - exige a Londres que lhe proporcione uma amostra desse material. EFE