Explosão na cidade síria de Alepo deixa pelo menos seis mortos e 32 feridos

Cairo, 19 abr (EFE).- Pelo menos seis pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas pela explosão nesta quarta-feira de um artefato na cidade síria de Alepo (norte), controlada pelo Exército Nacional, informou a televisão oficial.

A rede apontou que "a explosão terrorista" aconteceu no bairro de Salahedin, sem oferecer mais detalhes.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos elevou o número de vítimas para sete e o de feridos para 35, e precisou que a explosão foi pela detonação de uma bomba nos arredores de uma mesquita no distrito de Salahedin.

A ONG não descartou que o número de mortos aumente porque há feridos em estado grave.

Desde o final de dezembro, Alepo está completamente em mãos das Forças Armadas sírias, depois que as facções insurgentes e islâmicas que permaneciam entrincheiradas em sua metade oriental aceitaram abandonar a zona após um mês de ofensiva do exército.

Este atentado coincide hoje com uma nova jornada de evacuações de combatentes e civis de várias populações sitiadas do país, após acordos entre os aliados do Governo de Damasco e grupos rebeldes e islâmicos.

Nesta manhã, um total de 45 ônibus com 3 mil pessoas, entre elas 700 milicianos leais ao Governo, abandonaram os povoados de maioria xiita Al Fu'ah e Kafarya, assediados por facções islâmicas entre as que figura o Organismo de Liberdade do Levante, a aliança da ex-filial de Al Qaeda, na província de Idlib.

Em paralelo, 11 ônibus com 158 pessoas, em sua maioria civil, saíram de áreas com presença rebelde ao noroeste de Damasco, bem como outros 60 dos montes do leste de Al Zabadani e cem milicianos da área de Sargaya.

Os ônibus de Al Fu'ah e Kafarya se dirigem à cidade de Alepo, enquanto o resto vai para zonas em poder de organizações rebeldes e islâmicas em Idleb.

Todos os deslocamentos acontecerão pelos arredores de Alepo para fazer o intercâmbio.

No sábado, pelo menos 126 pessoas de Al Fu'ah e Kafarya perderam a vida em um atentado contra os ônibus que as levavam de Al Rashidin, no arredor de Alepo, que não foi reivindicado por nenhum grupo. EFE