Onze mortos em fim de semana violento na fronteira da Colômbia com o Equador

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Um policial colombiano participa de uma operação para erradicar plantações ilícitas em Tumaco, departamento de Narino, Colômbia em 30 de dezembro de 2020

Onze pessoas foram mortas no fim de semana em uma sequência de ataques no município colombiano de Tumaco (sudoeste), na fronteira com o Equador, informou o ministro da Defesa nesta segunda-feira (22).

Em "quatro confrontos diferentes" morreram "civis" e integrantes de duas gangues que disputam o controle do narcotráfico na região, afirmou o chefe da pasta, Diego Molano, após chefiar um conselho de segurança nesta cidade do departamento de Narino.

Segundo o ministro, no sábado foram encontrados dois mortos na aldeia de Caunapí e outro em Villa Rica. Na manhã de domingo, três assassinatos foram registrados na cidade de Llorente e, à tarde, outros cinco em Porto Rico.

A Colômbia vive um feroz ataque de grupos armados após a assinatura do acordo de paz entre o governo e a ex-guerrilha das FARC em 2016, que só no ano passado deixou 381 vítimas em 91 massacres, segundo o observatório independente Indepaz.

Até agora, em 2021, ocorreram 14 massacres - ou assassinatos de três ou mais pessoas no mesmo incidente - com um saldo de 55 vítimas.

Especialistas colocam a culpa da violência no fato do Estado não ter assumido o controle dos territórios deixados pelos rebeldes, o que facilitou a consolidação de quadrilhas de traficantes como a Contadores e a dissidência da ex-guerrilha das FARC conhecida como Oliver Sinisterra.

Com cerca de 9.800 hectares de coca, Tumaco é alvo de uma guerra mortal entre esses dois grupos dedicados ao narcotráfico, “mineração ilícita, tráfico de armas, extorsão, sequestro e contrabando”, denunciou o ministro.

Molano ofereceu uma recompensa equivalente a cerca de 56.000 dólares por informações que permitam a captura dos líderes dessas gangues e prometeu "redobrar os esforços" "para garantir a segurança.

Embora o pacto de paz tenha atenuado a violência política, a Colômbia vive um conflito que há quase seis décadas opõe guerrilheiros, paramilitares, agentes do Estado e narcotraficantes, deixando mais de nove milhões de vítimas, a maioria delas deslocadas.

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