Onze passageiros passam por barreira sanitária na rodoviária do Tietê, em SP

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SÃO PAULO, SP, 26.05.2021 - Ônibus da empresa Rode Rotas, que passou por Maranhão e segue para o Rio de Janeiro. Barreira sanitária instalada pela Prefeitura de São Paulo na rodoviária do Tietê para inspecionar a chegada de passageiros vindos do Maranhão. (Foto: Ronny Santos/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 26.05.2021 - Ônibus da empresa Rode Rotas, que passou por Maranhão e segue para o Rio de Janeiro. Barreira sanitária instalada pela Prefeitura de São Paulo na rodoviária do Tietê para inspecionar a chegada de passageiros vindos do Maranhão. (Foto: Ronny Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No segundo dia de barreiras sanitárias instaladas nas rodoviárias de São Paulo, 11 pessoas foram abordadas no terminal rodoviário do Tietê, na zona norte da capital paulista. O foco da triagem é identificar passageiros sintomáticos vindos do Maranhão. Nesta quarta-feira (26), apenas um ônibus teve seus passageiros avaliados, mesmo com viagens chegando de outros destinos a todo momento na rodoviária.

Nenhum dos passageiros abordados nesta quarta-feira apresentava sintomas de Covid-19. Agentes de saúde aferiram a temperatura de cada pessoa, questionaram-nas sobre sintomas e se tiveram contato nos últimos 14 dias com pessoas que testaram positivo para a doença.

No terminal do Tietê, não há viagens diretas entre São Paulo e Maranhão, apenas ônibus que saem de outros locais e fazem conexões no estado. O ônibus da viação Roderotas que chegou à capital paulista nesta quarta-feira saiu do Pará, fez paradas no Maranhão, em Goiás, em São Paulo e seguiu viagem com destino ao Rio de Janeiro.

Os passageiros precisaram deixar um telefone para contato e informar o endereço de estadia em São Paulo para possíveis monitoramentos futuros.

O pescador José Fernando Andrade, 49, respondeu ao questionário, deixou seu telefone, mas não pretende ficar na capital. Ele veio de Belém, desceu em São Paulo e pretende seguir viagem a trabalho para Santos, no litoral paulista.

Questionado sobre a parada no Maranhão, primeiro estado que identificou a variante indiana do coronavírus, o pescador disse não ter nem percebido que o ônibus passou por lá. "Se parou [no Maranhão], eu não vi. Acho que eu vim dormindo", explicou.

A esteticista Viviane de Alvarenga, 34, veio de Goiânia para São Paulo porque seu filho faz um tratamento no Hospital das Clínicas da FMUSP. Ela embarcou no ônibus depois que já haviam sido feitas as paradas no Maranhão e, segundo ela, o ônibus estava cheio.

"Se eu soubesse eu nem tinha vindo nesse ônibus", disse surpresa após ser abordada pelos agentes de saúde por causa da variante encontrada em uma das paradas da rota.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, caso algum passageiro apresente sintomas, será encaminhado de ambulância para serviços de pronto atendimento, onde será feito teste RT-PCR, usado para aferir se a pessoa está ou não contaminada pelo coronavírus.

Se necessário, as pessoas poderão ser encaminhadas a um hotel próximo ao terminal para realizar o isolamento.

Na terça-feira (25), primeiro dia de blitze sanitária, 129 passageiros foram abordados nas três rodoviárias da capital. No terminal do Tietê, foram apenas duas pessoas, que não relataram nenhum sintoma.