Opas destaca vários países da América por resposta à covid-19

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(Arquivo) Dr. Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)
(Arquivo) Dr. Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) destacou nesta quarta-feira (11) vários países do continente americano por cumprirem com algumas das "lições aprendidas" no controle da pandemia da covid-19.  

"Não estamos classificando os países, mas falando de boas práticas em aspectos específicos", explicou Jarbas Barbosa, vice-diretor da Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

"Nessas questões tão importantes para melhorar a resposta (à doença), esses países são um bom exemplo", disse ele em entrevista coletiva.  

O Chile e as pequenas nações caribenhas, principalmente as do Caribe Oriental, demonstraram ter sistemas robustos de vigilância de doenças, capazes de detectar aumentos nos casos da covid-19 e tomar medidas contra eles.  

Além disso, Barbosa destacou a Argentina, Costa Rica e Jamaica, por fazer "particularmente bem" o rastreamento de contatos para evitar a disseminação do vírus.  

A terceira recomendação da Opas como resposta à pandemia é que os países vinculem sua resposta à covid-19 a seus sistemas primários de saúde.  

O Canadá e o Brasil o fizeram, ressaltou Barbosa, ajustando sua força de trabalho de saúde para atender à crescente demanda, enquanto Cuba e Costa Rica garantiram atendimento por meio de seus fortes sistemas de cobertura universal de saúde.  

No que diz respeito à preparação de equipes médicas de emergência, quarta das medidas aconselhadas pela Opas, Barbosa destacou o enfoque do Uruguai e do Peru, onde equipes internas foram enviadas aos principais locais de foco do vírus para atender aos pacientes e aliviar a carga sobre as clínicas e hospitais locais.  

"Nessas questões, esses países estão indo muito bem e nós reconhecemos isso", anunciou o sub-diretor da Opas.  

Barbosa lembrou que, enquanto uma vacina eficaz e melhores tratamentos contra o covid-19 não forem alcançados, os países podem ter surtos recorrentes, por isso devem estar preparados para evitar que novos casos terminem em aumento de infecções. 

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