Opas diz que falta de segurança no Haiti impede ajuda humanitária após terremoto

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Menino brinca em campo para desalojados pelo terremoto em Los Cayos, Haiti, em 23 de agosto de 2021 (AFP/Richard Pierrin)

A falta de segurança no Haiti impede a ajuda humanitária após o terremoto de agosto passado, denunciou nesta quarta-feira (15) a Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), também pedindo às autoridades haitianas que aumentem a vacinação contra o coronavírus.

O terremoto de magnitude 7,2 que devastou o sul do Haiti em 14 de agosto deixou mais de 2.200 mortos e 12.700 feridos em um país já atingido pela pobreza, violência de gangues e instabilidade política após o assassinato do presidente Jovenel Moise há dois meses.

“A situação atual de segurança está prejudicando os esforços humanitários e o bloqueio da estrada principal que leva à península do sul está atrasando a distribuição de ajuda aos departamentos afetados”, afirmou Carissa Etienne, diretora da Opas, em coletiva de imprensa.

A rota que liga a capital, Porto Príncipe, à cidade de Los Cayos, perto do epicentro do terremoto, sofreu nas últimas semanas cortes de energia e agressões de gangues, ameaçando a distribuição de suprimentos vitais.

Etienne disse que isso obrigou as agências da ONU e seus parceiros a continuar usando helicópteros e transporte marítimo, complicando ainda mais seu trabalho.

“A escassez de combustível também atrapalha as atividades em todo o país”, acrescentou, lamentando que “ainda existam áreas isoladas que não foram alcançadas”.

Etienne disse que o terremoto atingiu duramente as instalações de saúde do Haiti, com 62 centros danificados, incluindo 28 gravemente afetados.

“Precisamos urgentemente consertar o que pode ser consertados e reconstruir o que sofreu danos graves, para garantir a continuidade do serviço nessas áreas”, disse.

A diretora da Opas também fez um "pedido especial" às autoridades haitianas para intensificar os esforços de vacinação contra a covid-19 no país caribenho, um dos últimos do mundo a iniciar a vacinação.

"Até agora, o Haiti administrou cerca de 52.000 vacinas e muito mais pessoas precisam ser vacinadas. O 1% da população coberta com 500.000 doses disponíveis é totalmente inaceitável", disse Etienne.

O Haiti, país mais pobre das Américas, registrou um aumento acentuado em infecções, hospitalizações e mortes por covid-19 em maio. A Opas já destacou a "resistência significativa" da população à vacinação.

ad/dg/ap/mvv

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