Opas espera doação dos EUA e países do G7 para promover a vacinação anticovid

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Uma profissional de saúde do Maccabi Healthcare Services aplica uma dose da vacina Pfizer/BioNtech a uma mulher dentro de uma van na cidade israelense de Tel Aviv, em 16 de fevereiro de 2021

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) espera que os Estados Unidos e os demais países mais ricos do mundo que compõem o Grupo dos Sete (G7) anunciem na sexta-feira as doações para promover a vacinação global contra o covid-19.

O vice-diretor da Opas, Jarbas Barbosa, disse quinta-feira (18) que está confiante no apoio dos países do G7 ao mecanismo Covax, sistema apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa garantir uma distribuição justa de vacinas contra a covid-19 a todos os países do mundo.

“O acesso equitativo ainda não está garantido. É importante ter mais doações dos países ricos”, afirmou Barbosa durante conversa com internautas transmitida pelo Facebook e Twitter.

“Na reunião dos países do G7, os Estados Unidos provavelmente farão um anúncio de uma doação e outros países também, que serão fundamentais”, completou.

Os líderes do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) têm um encontro virtual na sexta-feira para discutir a pandemia do coronavírus.

Barbosa também pediu "maior solidariedade" aos países mais desfavorecidos para superar a pandemia, lembrando que há países que compram vacinas em quantidades "quatro ou cinco vezes maiores" do que o necessário.

“Seria muito importante que os países ricos que já compraram cerca de 75% das vacinas mundiais pudessem ter uma atitude de maior solidariedade e fazer com que parte dessas vacinas pudessem ser usadas imediatamente também pelo mecanismo da Covax”, disse.

Este gesto das nações permitiria que a vacinação através da Covax, que se iniciará "no final de fevereiro, início de março", pudesse cogitar alcançar para o segundo semestre de 2021 uma cobertura "capaz de controlar a transmissão da covid-19" , revelou Barbosa.

Ao comentar a reunião do G7, a Casa Branca disse no domingo que o governo do presidente Joe Biden "se comprometeu a que os Estados Unidos se unissem à iniciativa Covax para comprar e distribuir vacinas globalmente e por meio de um mecanismo multilateral".

Assim que assumiu o cargo, Biden anunciou o retorno dos Estados Unidos à OMS após a saída de seu antecessor, Donald Trump.

Na quarta-feira, durante reunião virtual do Conselho de Segurança da ONU sobre vacinação contra o coronavírus, o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, disse que os Estados Unidos vão destinar mais de 200 milhões de dólares à OMS até o final do mês.

A Opas, órgão regional da OMS, facilita a aquisição de vacinas contra a covid-19 por meio da Covax.

Das 337,2 milhões de doses que a Covax deseja distribuir no primeiro semestre de 2021, 35,6 milhões são destinadas a cerca de trinta países e territórios das Américas e do Caribe.

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