Nenhum país da OPAQ declarou possuir veneno usado com ex-espião Skripal

Haia, 16 mar (EFE).- A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) afirmou nesta sexta-feira à Agência Efe que "nenhum" de seus países-membros declarou possuir o agente Novichok, utilizado no envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha.

Além disso, segundo um porta-voz da OPAQ, há "muito pouca informação" no registro da organização e em outras fontes sobre este agente químico, por isso os especialistas deste órgão estão "atualmente revisando toda a informação científica e técnica" disponível sobre o Novichok.

Como já informaram as autoridades britânicas, a OPAQ ofereceu assistência técnica a Londres para a investigação de um ataque ao qual a Rússia está relacionada de forma "altamente provável", segundo as autoridades britânicas.

Todos os países das Nações Unidas são membros da OPAQ, exceto Egito, Israel e as duas Coreias.

Além disso, esta organização lembra que qualquer substância tóxica "pode ser definida como uma arma química", a menos que tenha sido desenvolvida, produzida, armazenada e utilizada com fins não proibidos, como os industriais, agrícolas e médicos.

A convenção que rege a OPAQ define estas substâncias como aquelas que "podem causar a morte, incapacidade temporária ou permanente a seres humanos e animais".

No último dia 4 de março, o ex-espião Skripal e sua filha foram encontrados inconscientes perto de um shopping da cidade britânica de Salisbury, e as autoridades de Londres comunicaram posteriormente que ambos tinham sido envenenados com um agente químico.

Segundo as autoridades britânicas, o agente tóxico Novichok é um produto químico fabricado no passado pela Rússia, que pode ter a capacidade de continuar produzindo.

Reino Unido, Estados Unidos, França e Alemanha advertiram que o agente de fabricação militar utilizado na Inglaterra constitui "a primeira ofensiva" com esta substância contra a Europa desde a II Guerra Mundial. EFE