Operação Calígula: defesa de Rogério de Andrade vai ao STF sobre novo pedido de prisão

O advogado Ary Bergher, que defende o contraventor Rogério de Andrade, ajuizou uma reclamação judicial, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). Bergher alegou que, ao deflagrar a Operação Calígula, em maio, contra um esquema de corrupção que envolvia Andrade e delegados da Polícia fluminense, o MP-RJ teria desobedecido uma decisão do ministro Nunes Marques, do STF, que havia derrubado a prisão do contraventor em um caso de homicídio.

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Rogério e o filho Gustavo de Andrade Silva são apontados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) como chefes de um organização criminosa que explora jogos de azar no Rio e em outros estados. No dia 11 de maio, O MPRJ deflagrou a Operação Calígula para tentar prender Rogério, o filho dele e mais 25 pessoas. No entanto, na ocasião , o contraventor e o filho não foram localizados. Além deles, 11 pessoas estão foragidas.

Na reclamação, Bergher alegou que o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável no MP-RJ pelas duas investigações, utilizou as mesmas provas descartadas pelo ministro no caso da morte do contraventor Fernando Iggnácio para sustentar o novo pedido de prisão preventiva no âmbito da Calígula.

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A Operação Calígula descortinou, de acordo com a denúncia, uma rede de proteção composta por policiais civis e militares para manter bingos clandestinos abertos por Rogério de Andrade e pelo sargento da PM reformado Ronnie Lessa - acusado dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Na casa da delegada Adriana Belém, uma das envolvidas, foram apreendidos quase R$ 2 milhões em espécie.

No caso do assassinato de Fernando Iggnácio, emboscado em estacionamento de um heliporto na Barra da Tijuca, Rogério foi acusado de ser o mandante do crime. Iggnácio era rival do acusado em sangrenta disputa que se arrasta há mais de duas décadas por pontos de bicho e caça-níquel deixados pelo bicheiro Castor de Andrade, morto em 1997.

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Ao anular a prisão preventiva no caso da morte de Fernando Iggnácio, Nunes Marques entendeu que a medida cautelar do MP-RJ carecia de provas mais sólidas contra Rogério. O advogado do bicheiro sustenta, na reclamação, que as mesmas provas foram reativadas na Operação Calígula para embasar um novo pedido de prisão, razão pela qual pediu o encaminhamento do feito para o ministro Nunes Marques.

Procurado, o MP-RJ ainda não se manifestou sobre a reclamação.

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