Operação da Polícia Civil contra milícia resulta na prisão de 18 pessoas na capital e na Baixada Fluminense

·2 minuto de leitura

Uma operação da Polícia Civil do Rio realizada nesta quinta-feira resultou na prisão de 18 pessoas suspeitas de integrar milícias que atuam em diversos bairros da capital e da Baixada Fluminense. A ação foi realizada por diversas unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). Segundo a polícia, além das prisões, o principal objetivo era "asfixiar as fontes de renda" dos grupos paramilitares e interromper comércios e serviços ilegais, "que geram grande lucro" para as quadrilhas.

Na comunidade do Rodo, em Santa Cruz, na Zona Oeste, o chefe de uma milícia que age na região foi preso pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD). As investigações apontam que ele era homem de confiança de Wellington da Silva Braga, o "Ecko", e, mesmo após a morte do criminoso, em junho, em um contronto contra a polícia, continuava com o domínio territorial da favela.

Já a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) prendeu um homem responsável por vários loteamentos clandestinos em Campo Grande, na Zona Oeste. Dois outros suspeitos apontados como corretores da milícia também foram detidos.

Na Baixada Fluminense, a Draco prendeu, em Belford Roxo, um paramilitar que atuava no bairro Andrade de Araújo e responde pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa, bem como um acusado de roubo, estupro e associação criminosa. Em Itaguaí, a Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) deteve um homem apontado como responsável por realizar homicídios e cobranças em nome da quadrilha que atua na cidade. Na mesma cidade, a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) prendeu um assassino da milícia com várias anotações pelo mesmo crime.

A Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) fecharam depósitos de gás clandestinos explorados pelo miliciano Danilo Dias Lima, o "Tandera", e provedores ilegais de internet. Enquanto isso, a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) estourou locais que comercializavamm produtos piratas e TVs Box. A Delegacia do Consumidor (Decon) e a Delegacia Fazendária (Delfaz) também interditaram estabelecimentos comerciais explorados pela milícia.

Segundo a Polícia Civil, entre os crimes investigados estão a exploração de atividades ilegais controladas pela milícia, cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia, instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e de internet e o armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água. A operação também mirou empresas de GNV ilegais e grupos que realizam parcelamento irregular de solo urbano, bem como a exploração de construções irregulares, areais e outros crimes ambientais. Os milicianos também agem na comercialização de produtos falsificados, contrabando e o transporte alternativo irregular, entre outras práticas.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos