Operação Maria da Penha busca montar estratégia nacional de combate à violência contra a mulher

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BRASÍLIA — A Operação Maria da Penha quer reforçar ações de combate à violência contra a mulher e aprimorar a proteção das vítimas. Lançada nesta quarta-feira pelo governo, a força-tarefa pretende qualificar o sistema de atendimento, ampliar o cumprimento de medidas protetivas e realizar ações de conscientização em torno da importância das denúncias. A previsão é que os resultados sejam apresentados em 20 de setembro.

Com seis eixos de atuação, a iniciativa começara com a análise o atendimento do 190, número da Política Militar, a fim de aprimorar o sistema. Em seguida, será a vez de intensificar patrulhas. Em terceiro, vêm a coleta, o tratamento e a análise de dados para traçar um raio-X da violência contra a mulher em todo o país.

Depois, haverá um trabalho conjunto, com participação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para identificar demandas que estão paralisadas. Além disso, a ideia é reforçar o atendimento em delegacias especializadas, principalmente em relação a medidas protetivas. Por último, haverá ações de comunicação.

— Trazer esse tema é uma reflexão de toda a sociedade brasileira. Isso é extremamente importante. A gente tem dados muito ruins em relação a isso no Brasil. Ainda há problemas históricos, de gerações e gerações, que a gente não conseguiu estancar — afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

Durante a fala, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu ações de enfrentamento à violência de gênero e lamentou a crise de Direitos Humanos vivida pelas mulheres no Afeganistão, diante da retomada de poder por parte do Talibã.

— Agora, vem todo esse olhar do cuidado integral da mulher. Não é só prender o agressor, é a rede de proteção vindo proteger a mulher. (...) Machucar uma mulher é machucar uma família, é machucar uma geração inteira — afirmou.

Com a coordenação da pasta, o trabalho terá, ainda, a participação do MMFDH, das secretarias de Segurança Pública, do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares do Brasil (CNCG) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além do CNJ.

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