Operação mira atual e ex-presidente da associação do camelódromo da Uruguaiana, no Centro do Rio

Camelódromo da Uruguaiana, no Centro do Rio

RIO — Policiais da delegacia de Repressão as Ações Criminosos (DRACO) em conjunto como Ministério Público do Rio (MPRJ) fazem uma operação na manhã desta quarta-feira para desarticular uma quadrilha que extorque comerciantes e e vende boxes de forma irregular no camelódromo da Uruguaiana, no Centro do Rio de Janeiro. Tanto o ex-presidente do Centro Comercial Uruguaiana (CCU), José Lopes do Nascimento, como o atual, Antenor Pereira de Jesus Filho, são alvo das investigações.

Segundo os investigadores, além de gerenciar o aluguel e venda irregulares de boxes, funcionários da administração cobravam taxas semanais aos comerciantes alegando que elas seriam destinadas para a segurança, limpeza e suposto rateio da conta de luz. Aqueles que não pagassem o valor solicitado era ameaçados e corriam o risco de perder o ponto de venda no local.

Na denúncia feita à Justiça pelo MP, os suspeitos devem responder pelos crimes extorsão de comerciantes, venda e cessão irregular de espaço público permissionário, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, entre outros.

Agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em em várias regiões do Rio, incluindo a Baixada Fluminense. A Justiça também determinou o afastamento dos integrantes da organização criminosa de suas funções na associação.

O ex-presidente do CCU já foi denunciado pelo MP no final de 2016 por utilizar o nome de um "laranja" para fraudar as regras da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) que estabeleciam que cada pessoa só poderia ser dona de um único box no camelódromo. Ele chegou a ser preso em maio, também sob a suspeita de fazer cobrança ilegal por boxes no camelódromo.