Operação policial combate venda de produtos ilegais na orla de Copacabana

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Pessoas que vendem mercadorias na Orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, entre os postos 3 e 5, foram alvos de uma operação da Polícia Civil no começo da noite desta quarta-feira. O objetivo era identificar crimes como a venda de produtos piratas, sobrepreços e até extorsões. Sete pessoas foram conduzidas para a delegacia de Ipanema para explicaram a procedência das mercadorias que vendiam.

Além disso, os agentes miraram um bando de criminosos que furtam com bicicleta na região. Policiais da Delegacia de Atendimento do Turismo (Deat), Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), 12ª DP (Copacabana), 13ª DP (Ipanema) e 19º BPM (Copacabana) e a Guarda Municipal participaram da ação.
Na última semana, policiais da 13ª DP (Ipanema), em ação conjunta com agentes do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) e do Copacabana Presente, prenderam em flagrante um homem acusado de ser o chefe de uma quadrilha que atua cometendo furtos e roubos pedalando bicicletas. Segundo a polícia, Leandro Cid Costa, de 24 anos, alugava por R$ 150 por semana os equipamentos para que mais de dez pessoas os utilizassem nos crimes, em ruas da Zona Sul do Rio, sobretudo na Orla de Copacabana.
De acordo com os investigadores, uma quadrilha tem se organizado para vender produtos ilegais e irregulares nas calçadas de Copacabana.
— Existem diversas reclamações de moradores e do setor de turismo da desorganização do calçadão. Além disso, existem crimes como o furtos de cordões, de bicicletas, e sobretudo de celulares e joias de turistas e moradores — disse a delegada Patrícia da Costa Araújo de Alemany, titular da Deat.
Camisas de diversos times de futebol - que violam o direito autoral, já que não eram confeccionadas pelas marcas - foram apreendidas. Os objetos estavam na Feirinha do Posto 5. O material passará por perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
Segundo o delegado Felipe Santoro da Silva, titular da 13ª DP, “atualmente existe uma ocupação irregular” nas calçadas de Copacabana.
— Esse é um trabalho de inteligência que acontece há alguns meses, após denúncias de moradores e turistas que relatavam a venda irregular de mercadorias. Estamos identificando quem fornece e quem vende os produtos roubados. Além disso, estamos identificando os criminosos que praticam crimes na região. Essas ações, como a de hoje, desestimulam a prática de crimes patrimoniais na região e trazem uma sensação de segurança a comunidade local — destacou Felipe Santoro.
Segundo o delegado, a investigação vai prosseguir para para identificar os empresários que fornecem os produtos piratas.
André Luiz de Souza Neves, delegado titular da DRCPIM, afirmou que sete barracas que vendiam produtos falsificados foram fechadas e os lojistas levados para a delegacia.
— Constamos que em sete barracas haviam fraudes e todo o material foi apreendidos. Os proprietários serão indicados pelo crime de falsificação.

Na mira a “gangue das bikes”
A 13ª DP está investigando um grupo que pessoas que assaltam não orla de bicicleta. Os integrantes da “gangue das bikes” são conhecidos por praticar arrastões, montados em bickes, furtando e roubando celulares, joias e outros pertences das vítimas. De acordo com as investigações, eles se reúnem próximo a bares de Copacabana e se organizam de modo a dividir as tarefas de identificação das vítimas, aproximação, subtração de seus bens e fuga com os objetos de valor.
Segundio a polícia, no fim do dia as bicicletas são devolvidas a Leandro Cid, que as guarda em local ainda não descoberto. Quando perdem ou têm os equipamentos apreendidos, os criminosos são obrigados a pagar R$ 500 ao chefe da quadrilha. Os investigadores acreditam que o grupo esteja em atuação há pelo menos sete anos na região.
De acordo com o delegado Felipe Santoro, titular da 13a DP, Leandro apresenta, em seu Registro de Vida Progressa (RVP), 21 anotações, por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa, roubo, furto, desacato e receptação.Encaminhado a audiência de custódia, Leandro teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa. Em seu despacho, a magistrada cita o risco provocado pela manutenção dele em liberdade. “Trata-se de crime grave, o qual enseja um ambiente preocupante à paz social dessa comarca”, justifica.

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