Operação policial deixa quase 2 mil crianças sem aulas no Rio

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quase 2 mil crianças ficaram sem aulas nesta segunda-feira (10) nas comunidades Lins de Vasconcelos, Camarista Méier, São João e Macacos, na zona norte do Rio de Janeiro. A paralisação ocorreu devido a uma operação das unidades de elite da PM (Polícia Militar) para prender os suspeitos de matar o soldado Anderson de Azevedo Marques, 31 anos, neste domingo (9). As informações são da Agência Brasil.

O policial foi morto em Engenho Novo, nas proximidades dos morros onde houve, posteriormente, a operação policial. Marques abordou dois homens que estavam em uma moto no bairro. Após isso, houve troca de tiros e o soldado morreu ao chegar ao hospital. Um dos homens da moto e duas pessoas que passavam pelo local na hora do tiroteio também ficaram feridas. Todos foram levados para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier.

Na ação desta segunda (10), seis pessoas foram presas. A PM apreendeu uma pistola automática, uma granada e drogas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, duas escolas, quatro creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) não funcionaram por medida de segurança, deixando 1.911 estudantes sem aulas.

No mesmo dia da operação policial, Anderson Marques foi enterrado no Cemitério Parque Jardim da Saudade, zona norte, na ala destinada aos policiais militares. O soldado estava na corporação há três anos. Neste ano, 51 policiais militares do Rio de Janeiro morreram: 40 em atividade, dos quais 11 estavam em serviço e 29 em dias de folga, além de outros 11 já reformados.