Operação tem como alvo ligação de empresa que fornece sinal de internet com o tráfico em Niterói

O Globo
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RIO — O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio, e a 76ª DP (Centro) realizam, nesta quinta-feira, a Operação Disney, que visa a cumprir 18 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão contra suspeitos denunciados por associação para o tráfico de drogas em comunidades de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Uma empresa se associou a traficantes para fornecer sinal de internet clandestina nas areas dominadas por eles. O bando age também na manutenção de casas de prostituição, de acordo com a denúncia do MP.

Oito pessoas foram presas e outras dez já se encontravam em presídios, informou o "Bom Dia Rio", da TV Globo. Em entrevista ao programa, a delegada Camilla Pegorim disse que a empresa — com sede no Rio — fez um acordo com o tráfico, que acabou expulsando outras operadoras. O faturamento do bando chegava a mais de meio milhão de reais. Um dos bandados foi cumprido num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Durante as investigações foram identificados os chefes do tráfico em comunidades de Niterói: Morro do Mickey, na Ilha da Conceição; Morro do Sabão, em São Lourenço; Morro do Estado, no Centro; Morro do Palácio, no Ingá; e Morro do Cavalão, em São Francisco.

Um monitoramento telefônico do bando identificou que um grupo foi formado para fornecer, de forma organizada e com divisões de funções, os serviços de “gatonet” (sinal de TV) e de internet no Morro do Mickey e em outras comunidades do Estado do Rio, informou o MP. De acordo com a denúncia, os integrantes dessa quadrilha mantêm contato estreito com os chefes do tráfico nas localidades nas quais atuam — o que o MP chama de "verdadeira parceria empresarial e clandestina". Essa parte da investigação segue em andamento.