Operação Verão: PM atuará na orla com agentes a cavalo e fará rondas em hotéis

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A paisagem da Zona Sul vai ganhar, já neste fim de semana, a presença de policiais militares a cavalo. Palco de brigas de gangue e roubos em pontos de ônibus, principalmente no verão, a Rua Francisco Otaviano, entre Copacabana e o Arpoador, foi o ponto escolhido para o novo tipo de patrulhamento. Durante a semana, o efetivo vai se deslocar para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Outra novidade na segurança da região, incluído no “Pacote Turístico de Verão” da Polícia Militar, será o sistema de ponto eletrônico em 12 hotéis da orla de Copacabana. Dois agentes do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) percorrerão os estabelecimentos para ouvir queixas e sugestões. Esse projeto será estendido por três meses, ainda durante a temporada de verão, a hotéis localizados em outras áreas das zonas Sul e Oeste.

— Esse programa com a rede hoteleira será de proximidade do policial com hóspedes, seguranças, recepcionistas. São eles que irão trazer as informações para implementarmos a nossa segurança nas ruas. O policial vai usar um bastão eletrônico para registrar a sua presença no hotel. Nessa retomada, percebemos que a cidade está recebendo muitos visitantes, inclusive vindo em cruzeiros para as festas de fim de ano e férias. Percebemos o aumento do turismo e consequentemente poderá haver problemas — prevê o tenente-coronel Robson Cardeal, comandante do BPTur, que conta com um efetivo de 180 policiais.

Além do ponto eletrônico e do policiamento a cavalo, cujos animais ficarão num pelotão destacado do Regimento de Polícia Montada (RPMont) que funcionará no Jockey Club, o Carro Comando da PM também volta neste fim de semana. O equipamento ficará baseado no Arpoador para coordenar as ações de patrulhamento.

Para o gerente de segurança do Hotel Hilton, Rafael Alves, a comunicação entre a rede hoteleira e a PM poderá proporcionar maior segurança para o turista.

— A sensação de segurança poderá melhorar. Os relatos de crimes mais comuns são os de roubo na areia e no calçadão. Isso gera prejuízos para o turismo — disse.

O banqueiro colombiano Andres Bracado, de 46 anos, costuma frequentar o Rio todo ano. Ele disse que a segurança vai além do policiamento:

— Venho ao Brasil há anos. A segurança é mais ou menos. A solução não é só colocar policiais. Você tem que trabalhar as causas desses problemas.

A engenheira argentina Marias Rodriguez, de 40 anos, relatou que é comum assistir a assaltos na orla:

— Acho que esse policiamento é válido.

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