Dino sobre ação contra bolsonaristas: ‘Liberdade de expressão não abrange terrorismo’

Flávio Dino, futuro ministro da Justiça, celebrou operação da PF que cumpre mandados contra bolsonaristas suspeitos de atos antidemocráticos e vandalismo no DF
Flávio Dino, futuro ministro da Justiça, celebrou operação da PF que cumpre mandados contra bolsonaristas suspeitos de atos antidemocráticos e vandalismo no DF

Flávio Dino, o futuro ministro da Justiça, usou as redes sociais para se manifestar sobre as operações policiais feitas nesta quinta-feira (29) no Distrito Federal e sete estados e mencionou que a “liberdade de expressão não abrange terrorismo”.

Desde a noite desta quarta-feira (28), que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), junto à Polícia Federal (PF), está dando cumprimento a mais de 30 mandados de prisões, buscas e apreensões, a suspeitos que tentaram invadir a sede da PF, na Asa Norte, em Brasília, no último dia 12.

Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As ações aconteceram simultaneamente em Rondônia, Pará, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro, além do DF.

Dino, na publicação na rede social, disse que ‘motivos políticos não validam atos criminosos.

“As ações policiais em curso visam garantir o Estado de Direito, na dimensão fundamental da proteção à vida e ao patrimônio. Motivos políticos não legitimam incêndios criminosos, ataques à sede da Polícia Federal, depredações, bombas. Liberdade de expressão não abrange terrorismo”, escreveu o ex-governador do Maranhão.

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Os ataques à sede da PF e a veículos estacionados nas ruas do entorno do prédio ocorreram naquela noite do dia 12 de dezembro após a prisão do indígena bolsonarista José Acácio Serere Xavante.

O Corpo de Bombeiros informou que 8 veículos, entre carros e ônibus, foram incendiados pelo grupo. Eles também quebraram vidros de automóveis, depredaram equipamentos públicos e a 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte.

Ainda segundo a PF, a investigação teve início na corporação, em conjunto com a Polícia Civil do DF, que apurou os ataques de vandalismo na capital. Por declínio de competência, os inquéritos foram enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Presos

Um dos alvos da operação, foi Atilla Mello, que se apresenta como pastor e “patrióta”, ele foi preso na noite desta quarta-feira (28), em São Gonçalo no Rio de Janeiro pela PF (Polícia Federal), suspeito de participar dos atos de vandalismo em Brasília no último dia 12.

Outra presa, é a bolsonarista Klio Hirano. Ela foi presa nessa quarta-feira (28). Segundo a PF, no total são quatro detidos.