Operação no Complexo do Alemão deixa um PM, dois suspeitos e uma moradora mortos

Operação no Complexo do Alemão foi deflagrada pela polícias Militar e Civil. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Operação no Complexo do Alemão foi deflagrada pela polícias Militar e Civil. (Foto: Reprodução/TV Globo)
  • Objetivo é desarticular quadrilha de roubo de veículos, cargas e bancos

  • Moradores relatam tiroteios e rajadas

  • Bope e Core participaram da ação no Complexo do Alemão

Uma operação conjunta das polícias Militar e Civil no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, deixou um PM, dois suspeitos e uma moradora mortos na manhã desta quinta-feira (21). A operação tem como objetivo combater o roubo de veículos, de carga e a bancos.

Um policial militar também ficou ferido com um disparo no pé. Segundo moradores, houve tiroteio intenso e rajadas de tiros. Passageiros de um ônibus precisaram se jogar no chão para fugir de balas perdidas.

A moradora morta era Letícia Marinho, de 50 anos. Ela estava dentro do carro quando foi atingida por policiais. Ela foi levada à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alemão, mas chegou morta ao local.

Segundo seu namorado, o carro foi alvejado por policiais em um sinal. “Ao sair, tinha policial num sinal, paramos. Mesmo assim, o carro foi alvejado”, disse Denilson Glória. “Só vi ela caindo para o meu lado. Quando eu olhei, tinha um furo no peito."

“A situação na região como um todo ainda é bastante tensa”, declarou o tenente-coronel Ivan Blaz, porta-voz da PM.

Os grupos de elite das polícias, Bope e Core, também participaram da ação. Foram usados dez blindados e um helicóptero para dar apoio aos mais de 400 militares envolvidos.

“É uma operação que se fazia necessária por conta das ações criminosas que os marginais dessa comunidade vêm desempenhando em diferentes pontos do Estado do Rio de Janeiro”, justificou Blaz.

O porta-voz alega que os traficantes “têm diversificado bastante suas atividades criminosas, atuando também no roubo de carga”. “Sempre com objetivo estratégico de sustentar a sua política expansionista. E isso também inclui a permanência dos marginais de outros estados que ainda estão escondidos”, completou.

Ainda segundo a corporação, a UPP da Fazendinha teria sido atacada por criminosos, resultando na morte de um agente.

“As informações dos setores de inteligência apontam a presença de criminosos desta região praticando roubos de veículos principalmente nas áreas dos bairros do Grande Méier, Irajá e Pavuna.”

“Esse grupo vem empreendendo roubos a estabelecimentos financeiros — como aqueles que ocorreram no município de Quatis, em Niterói e na Baixada Fluminense — e roubos de carga, além de planejar tentativas de invasão a outras comunidades da cidade”, detalhou. “Com o objetivo de impedir a circulação das polícias no morro, os traficantes estão jogando óleo em vias e colocando fogo em barricadas.”

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