Oposição articula CPI e quer Bolsonaro sob pressão por desaparecidos na Amazônia

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  03-08-2021, 09h00: CPI DA COVID. O senador Randolfe Rodrigues. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 03-08-2021, 09h00: CPI DA COVID. O senador Randolfe Rodrigues. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) articula uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Violência na Amazônia após o desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.

Nesta segunda-feira (13), Randolfe solicitou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a instalação de uma Comissão Temporária Externa com nove membros para, no prazo de 60 dias, acompanhar as buscas e investigar in loco as causas e as providências adotadas diante do desaparecimento.

Segundo o parlamentar, as conclusões dessa comissão devem subsidiar o pedido de abertura da CPI.

Essa será mais uma iniciativa da oposição no Senado para manter o presidente Jair Bolsonaro (PL) na mira por suas eventuais ações e omissões na Amazônia.

Mais organizada do que na Câmara, em função da atuação conjunta na CPI da Covid, a oposição no Senado vê no episódio uma chance de cobrar o presidente sua responsabilidade na política para a região e, ainda, desgastá-lo no ano em que disputa a reeleição.

Na Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo senador Humberto Costa (PT-PE), haverá uma audiência pública na quarta-feira (15) para debater os ataques à liberdade de imprensa e os riscos da atividade jornalística no Brasil.

Foram convidados os jornalistas Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, Jamil Chade, do UOL, e Silvio Costa, do Congresso em Foco, que foi alvo de ameaças após um de seus repórteres ter denunciado um esquema de fake news pró-Bolsonaro.

A Comissão de Direitos Humanos esteve em Roraima em maio, após denúncias de violência de garimpeiros ilegais contra o povo Yanomami. O relatório desta missão deve conter denúncia de atuação de organizações criminosas na região.

Nesta segunda (13), Bolsonaro afirmou haver indícios de que o indigenista e o jornalista tenham sido submetidos "a alguma maldade".

"Os indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles, porque já foram encontrados boiando no rio vísceras humanas que já estão em Brasília para fazer DNA", afirmou.

Os dois já estão desaparecidos há uma semana.

As autoridades à frente das investigações ouviram seis pessoas e apuram a possível relação com o caso de um pescador preso na terça-feira (7) por porte de munição ilegal.

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