Oposição bielorrussa denuncia mais de 1.000 prisões em protestos no domingo

·1 minuto de leitura
Um policial detém um homem em 8 de novembro de 2020 em Minsk
Um policial detém um homem em 8 de novembro de 2020 em Minsk

A líder da oposição bielorrussa Svetlana Tikanovskaya denunciou, nesta segunda-feira (9), uma nova onda de repressão, após a prisão de 1.000 pessoas na véspera nos protestos semanais contra o presidente Alexander Lukashenko.

De acordo com a ONG de direitos humanos Viasna, a polícia prendeu 1.048 pessoas no domingo (8), o maior número desde agosto, quando os protestos contra a eleição de Lukashenko estavam no auge.

"Foram mais de mil detidos, e centenas de pessoas, espancadas e chutadas", denunciou a opositora exilada na Lituânia pouco depois da votação que ela considerou ter vencido.

Todos os domingos, desde agosto, milhares de bielorrussos protestam nas ruas da capital e de outras cidades para exigir a renúncia do presidente Alexander Lukashenko.

Ele não cede às pressões e multiplicou os atos contra a oposição, prendendo, ou expulsando, as principais figuras dos protestos.

Depois de um período de relativa calma no final do verão, a atuação da polícia contra os manifestantes se agravou nas últimas semanas, em um momento em que os atos nas ruas parecem perder força.

Svetlana Tikanovskaya reconheceu nesta segunda-feira que a luta da oposição "se apresenta como uma maratona".

Ela conta como o apoio da maioria dos governos ocidentais, enquanto seu rival Lukashenko é apoiado pela Rússia, a potência regional.

tk-alf/pop/at/grp/mb/mr/tt