Oposição compartilha projeção em hotel de Nova York que dá 'adeus' a Bolsonaro em sete idiomas; vídeo

Com a palavra “adeus” reproduzida em sete idiomas, a imagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) apareceu em uma projeção realizada em Nova York, nos Estados Unidos. O registro foi compartilhado pela oposição do candidato à reeleição nesta sexta-feira, mas a manifestação teria ocorrido na noite de quarta.

O vídeo reúne, em poucos segundos, críticas ao presidente e aos seus filhos. Em uma delas, a imagem de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro é posta ao lado da expressão “crime family” (família criminosa). A três dias das eleições, a projeção já foi divulgada, até o momento, por políticos como os deputados federais Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

“Projeção ontem de noite nos prédios de Nova York. O mundo todo rechaça Bolsonaro!”, escreveu Boulos. Já a deputada publicou: “Nova York projeta ‘adeus Bolsonaro’ com fotos da ‘família do crime’. Domingo esse vexame acaba e em 1° de janeiro de 2023 subirá a rampa do Palácio do Planalto quem sabe o que significa ser um chefe de estado. Entenda acusações apontadas no vídeo:

‘Família criminosa’

Os três filhos mais velhos de Bolsonaro são alvos de suspeitas como desvio de recursos públicos, contratação de funcionários fantasmas e a compra de imóveis em dinheiro vivo, embora eles neguem as acusações. Em 2018, por exemplo, movimentações suspeitas na conta bancária do assessor de Flávio Bolsonaro deram origem a um dos principais escândalos envolvendo a família: as rachadinhas.

A prática consiste em coagir servidores a devolver parte do salário para os parlamentares. Na ocasião, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou uma "movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão, entre 2016 e 2017, nas contas de Fabrício Queiroz, funcionário de Flávio na época.

Oito assessores do ex-deputado transferiram recursos a Queiroz em datas próximas ao pagamento dos servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). De acordo com o Coaf, Flávio recebeu 48 depósitos no valor de R$ 2 mil. Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.