Oposição da França suspende debate de lei sobre passaporte sanitário

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(Arquivo) O presidente francês Emmanuel Macron (AFP/JOHN THYS)
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    Emmanuel Macron
    Político, funcionário público e banqueiro francês, 25.º Presidente da França

O partido do presidente francês Emmanuel Macron (centro) recebeu nesta terça-feira (4) um "golpe" promovido pela oposição, que na segunda-feira (3) à noite decidiu suspender o debate sobre o projeto de lei para transformar o atual passaporte sanitário em um passaporte de vacinação.

O debate, entretanto, será retomado nesta terça-feira à noite, segundo fontes parlamentares.

Na segunda-feira, a câmara baixa da Assembleia Nacional estava debatendo a instauração de um passaporte sanitário que consiste em uma pauta de vacinação completa para comparecer a eventos, restaurantes ou viajar em trens interurbanos, no lugar do passaporte atual, o qual inclui a possibilidade de apresentar um teste negativo recente de covid-19 ou ter se recuperado recentemente da doença.

Mas quando o governo pediu aos deputados para continuar debatendo o projeto depois de meia-noite, para garantir que a lei possa ser aprovada esta semana, o partido Os Republicanos (LR, conservador), junto à extrema-direita e à esquerda radical, decidiram suspender o debate.

A decisão colocou o partido de Macron, A República em Marcha (LREM), em uma posição delicada: como não tinha todos os seus deputados no hemiciclo durante a votação, apesar de ser maioria no Parlamento, a iniciativa da oposição saiu à frente e o debate foi suspenso.

A imprensa francesa apontou que a decisão surpresa do LR, que apoiou a maior parte da legislação, é um indício da crescente tensão política no país para as eleições presidenciais de abril, para as quais Macron aparece como favorito.

O porta-voz do governo Gabriel Attal afirmou que, com essa manobra, a oposição quer "arruinar o calendário" de implementação do passaporte de vacinação por razões puramente políticas.

"Faremos todo o possível para nos encaixarmos ao calendário estabelecido", declarou o porta-voz à rádio France Inter. O governo quer que a lei seja aprovada até 15 de janeiro.

O ocorrido expôs as fraquezas do LREM, um partido que não conseguiu construir uma base sólida desde a ascensão meteórica de Macron à Presidência em 2017.

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