Oposição da Venezuela e Noruega pedem que governo Maduro retome diálogo

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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursa em Caracas
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Por Deisy Buitrago e Sharay Angulo

CARACAS/CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O chefe da equipe de negociação da oposição venezuelana nas conversas com o governo pediu no domingo à gestão do presidente Nicolás Maduro que retome o diálogo o mais cedo possível, já que o governo suspendeu sua participação no final de semana.

O governo Maduro, que desdenhou um convite para voltar a conversar, colocou as conversas no gelo depois que o empresário colombiano Alex Saab, um enviado venezuelano, foi extraditado de Cabo Verde aos Estados Unidos no sábado para enfrentar acusações de corrupção.

Tratou-se do revés mais recente nas conversas patrocinadas pela Noruega entre os dois lados, que ainda não resultaram em avanços concretos para o fim da longa crise social e econômica da Venezuela.

A maioria dos venezuelanos vive na pobreza, sofrendo com a falta de gasolina e blecautes frequentes. Milhões já deixaram o país em busca de trabalho e condições de vida melhores.

"Pedimos à nossa contraparte para recomeçar o mais cedo possível a sessão no México para produzir os acordos necessários", disse o negociador opositor Gerardo Blyde na Cidade do México.

A Noruega ecoou o apelo no Twitter, dizendo que as negociações são a única solução.

"Continuaremos trabalhando com as partes para, assim que possível, continuar seu esforço importante na mesa de negociação", tuitou o Ministério das Relações Exteriores do país.

Jorge Rodriguez, parlamentar do Partido Socialista que comanda a equipe de negociação do governo, anunciou a suspensão no sábado.

Em setembro, o governo da Venezuela indicou Saab, que foi preso em junho de 2020 quando seu avião parou em Cabo Verde para reabastecer, como negociador. Sua inclusão na equipe de negociação foi amplamente vista por críticos de Maduro como uma tentativa de adiar sua extradição.

"O governo dos Estados Unidos sabia que, ao sequestrar Alex Saab, esfaquearia mortalmente o diálogo e as negociações no México, e agiu", disse Maduro na televisão estatal na noite de domingo. "Eles não querem diálogo."

A Venezuela denunciará as acusações contra Saab na Organização das Nações Unidas (ONU), disse Maduro, acrescentando que haverá outras reações à extradição.

Em 2019, o Departamento de Justiça dos EUA acusou Saab de ligação com um esquema de suborno para tirar vantagem da taxa de câmbio venezuelana manipulada pelo governo.

Os EUA também impuseram sanções contra ele por supostamente orquestrar uma rede de corrupção que Washington diz ter permitido a Saab e Maduro lucrarem com um programa de subsídio alimentar controlado pelo governo.

Os advogados de Saab dizem que as acusações dos EUA têm "motivação política".

(Reportagem adicional de Cassandra Garrison)

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