Oposição em Belarus pede investigação internacional por morte de ativista

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Polícia dispersa e prende manifestantes da oposição, em 15 de novembro de 2020 em Minsk.
Polícia dispersa e prende manifestantes da oposição, em 15 de novembro de 2020 em Minsk.

A oposição bielorrussa pediu uma investigação internacional sobre a morte na semana passada de um artista de 31 anos que havia sido detido pela polícia, informou nesta terça-feira à AFP a líder opositora Svetlana Tikhanovskaya.

A principal figura do movimento de protesto contra o presidente Alexander Lukashenko, no poder desde 1994, quer "uma investigação internacional".

"Como não há direitos nem justiça no nosso país, pedimos ajuda internacional aos países onde prevalecem a democracia e o direito", declarou.

Roman Bondarenko, um pintor de 31 anos, foi preso na última quarta-feira pela polícia após uma briga com vizinhos e homens encapuzados que removiam fitas vermelhas e brancas (cores da oposição) do pátio de um prédio.

Com lesões cerebrais graves ao chegar ao hospital, Bondarenko morreu no dia seguinte, e a oposição suspeita que ele foi espancado na prisão.

Exilada no exterior desde a polêmica reeleição de Lukashenko em agosto, Svetlana Tikhanovskaya se reuniu com a chanceler sueca Ann Linde em Estocolmo nesta terça-feira para obter apoio para esta investigação e novas sanções da Europa contra Belarus.

"Este espancamento fatal é a mais recente consequência dos atos escandalosos e vergonhosos das autoridades bielorrussas", denunciou Linde durante o encontro com Tikhanovskaya.

A Suécia "não aceita a impunidade do regime e somos a favor da ampliação da lista de pessoas, empresas e entidades sancionadas pela Europa', explicou.

Svetlana se reuniu na manhã de segunda-feira com embaixadores de vários países (Suécia, Dinamarca, Holanda, Canadá e Irlanda) e afirmou em um comunicado que esses embaixadores "apoiam a abertura de uma investigação internacional sobre os crimes contra o povo bielorrusso".

As autoridades bielorrussas anunciaram na segunda-feira que mais de 700 pessoas foram presas após a manifestação do dia anterior, onde a morte do jovem Roman Bondarenko foi lembrada.

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