Oposição entra na PGR para que Bolsonaro seja investigado por apologia e incitação ao crime

Presidente Jair Bolsonaro em Brasília

BRASÍLIA (Reuters) - Partidos de oposição solicitaram nesta terça-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado pelos delitos de apologia ao crime e incitação ao crime, citando a morte de um petista por um bolsonarista em Foz do Iguaçu e as ameaças que Bolsonaro tem feito ao processo eleitoral entre as justificativas.

Um grupo de parlamentares reuniu-se nesta terça-feira com o procurador-geral da República, Augusto Aras, para entregar o pedido.

"As recentes ´lives´ presidenciais e as manifestações em redes sociais do representado sempre vieram recheadas de ameaças às instituições e a higidez do processo eleitoral, além de servirem de estímulos e incentivos, de forma direta e/ou subliminar, às práticas violentas, de ódio e intolerância, contra brasileiros que professam pensamentos e ideologias diferentes, o que resultou, como dito, no repugnante assassinato em Foz do Iguaçu e que está a alimentar, país afora, ameaças e intimidações contra milhares de brasileiros", disseram os subscritores do pedido.

A representação pede que Aras atue também para garantir a segurança das eleições e adote medidas civis, administrativas e penais para identificar grupos em redes sociais que atuam para disseminar ódio e estimular a violência e intolerância política.

Caberá ao chefe do MPF decidir se pede a abertura de inquérito contra Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou arquiva a representação.

Na véspera, em entrevista a correspondentes estrangeiros, o procurador-geral criticou o que considera de "abusos" de parlamentares que entram com representações na PGR para investigar autoridades que não teriam lastro para seguirem adiante.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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