Oposição muda de líder na Nova Zelândia frente a uma popular premiê

Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, em entrevista coletiva sobre a COVID-19, em 27 de abril de 2020

A oposição conservadora na Nova Zelândia mudou de líder nesta sexta-feira (22), na tentativa de lidar com a popularidade recorde da primeira-ministra Jacinda Ardern, vitoriosa em sua luta contra o coronavírus.

Os deputados do Partido Nacional removeram seu líder Simon Bridges após a publicação de pesquisas que preveem sua derrota nas eleições legislativas de setembro.

Seu substituto é um ex-líder do setor agroindustrial Todd Muller, que tem menos de quatro meses para levar seu partido à vitória.

Muller, de 51 anos, explicou que seu objetivo é ajudar a economia da Nova Zelândia a se recuperar das consequências da COVID-19.

"Os neozelandeses precisam de um governo do Partido Nacional que tenha a experiência e as competências necessárias em termos de gestão para permitir que nosso país supere a pior crise desde o final da Segunda Guerra Mundial", afirmou.

A demissão de Bridges ocorre depois que duas pesquisas foram divulgadas nesta semana, indicando que a sigla atingiu seu nível mais baixo em 20 anos.

Muller, que colaborou com o ex-primeiro-ministro Jim Bolger, é considerado mais centrista e pragmático do que Bridges.

De acordo com uma pesquisa da One News-Colmar Brunton divulgada na noite de quinta-feira, o apoio ao Partido Trabalhista de Jacinda Ardern aumentou 18 pontos, para 59%. Trata-se de um recorde para a centro esquerda, em grande parte devido ao forte apoio às medidas contra a COVID-19.

Ardern, de 39 anos, impôs medidas bastante rígidas de confinamento por sete semanas. Foram atenuadas na semana passada, após a constatação de que a epidemia está sob controle.

Com 5 milhões de habitantes, a Nova Zelândia registrou apenas 21 mortes pelo novo coronavírus.