Oposição do Reino Unido pede que reforma de apartamento de Boris Johnson seja investigada

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LONDRES (Reuters) - Oposição no Reino Unido, o Partido Trabalhista pediu neste sábado que haja uma investigação sobre como o primeiro-ministro Boris Johnson financiou uma reforma de seu apartamento em Downing Street, após alegações de um ex-assessor sênior.

Dominic Cummings, que deixou a equipe de Johnson no final do ano passado após ter sido seu mais influente conselheiro sobre o Brexit e a campanha eleitoral de 2019, afirmou em um blog na sexta-feira que havia dito a Johnson que pensava que seu plano de usar dinheiro e doadores para a reforma era “antiético, tolo, possivelmente ilegal”.

Cummings afirmou que não era responsável por vazamentos sobre o custo da reforma e das comunicações privadas de Johnson sobre o fornecimento de ventiladores para tratar a Covid-19.

Ele também afirmou que o primeiro-ministro e seu gabinete estão abaixo dos padrões aceitáveis de competência e integridade.

O gabinete de Johnson afirmou que o Governo seguiu as regras para a reforma. O primeiro-ministro não interferiu em um inquérito governamental sobre o vazamento, afirmou seu gabinete na sexta-feira.

O Partido Trabalhista pediu uma investigação completa. “É importante porque é sobre integridade e sobre o dinheiro dos contribuintes”, disse o líder trabalhista Keir Starmer à BBC.

“Você tem quem era o principal assessor do primeiro-ministro dizendo que ele está abaixo dos padrões de integridade necessários para o gabinete do primeiro-ministro. Todos os dias há mais evidências dessa sujeira e, francamente, ela fede”, disse.

Anteriormente, o Partido Trabalhista também defendeu a organização de uma comissão independente sobre éticas e padrões no Governo.

O gabinete de Johnson não tinha comentários adicionais neste sábado.

(Reportagem de James Davey)