May e Corbyn se atacam em debate sobre eleições antecipadas no Reino Unido

Londres, 19 abr (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e o líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, iniciaram nesta quarta-feira o debate parlamentar sobre as eleições de 8 de junho com uma troca de acusações, uma prévia da iminente campanha eleitoral.

Em sua intervenção na Câmara dos Comuns, May acusou o líder social-democrata de "não estar capacitado" para dirigir o Reino Unido, enquanto este afirmou que ela quebrou sua promessa de não convocar, em nenhum caso, eleições gerais antecipadas.

"Cumprimentamos a convocação de eleições, mas esta é uma primeira-ministra que disse que elas não ocorreriam, uma primeira-ministra em que não se pode confiar", afirmou Corbyn, que acusou May de também querer "fugir" dos debates televisivos, nos quais ela se nega a participar.

A líder conservadora reiterou que era necessário antecipar as eleições, que originalmente estavam previstas para 2020, com o objetivo de garantir "estabilidade e liderança" ao país para as negociações com Bruxelas para a saída da União Europeia (UE).

"Há três coisas que um país necessita: uma economia forte, uma defesa forte e uma liderança forte e estável", declarou a chefe de governo, que afirmou que "isto é o que os conservadores oferecerão nestas eleições".

Os deputados britânicos votam hoje uma moção proposta pelo governo para a realização de eleições antecipadas em 8 de junho e que, para prosperar, necessita do apoio de dois terços da Câmara dos Comuns, que tem um total de 650 deputados.

Apesar de terem acusado May de oportunismo, já que seu partido lidera as pesquisas eleitorais, os principais grupos da oposição adiantaram que apoiarão o texto junto à maioria conservadora, com exceção dos independentistas escoceses, que previsivelmente se absterão.

A líder conservadora, que chegou ao poder sem passar pelas urnas depois do referendo sobre a União Europeia em 23 de junho, anunciou ontem, de surpresa, sua intenção de organizar eleições antecipadas com o fim de consolidar seu mandato para as negociações do "Brexit". EFE

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