Oposição se manifesta contra MP de Bolsonaro: “Ataque ao povo mais pobre”


Medida provisória assinada pelo presidente foi chamada de 'inacreditável' e 'caminho errado' por opositores (Foto: AP Photo/Andre Borges)

A medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na noite de domingo, 22, se tornou alvo de críticas da oposição. A MP permite que contratos de trabalho sejam suspensos por quatro meses, ou seja, o trabalhador ficará sem receber durante todo esse período.

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O ex-candidato à presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, chamou a medida de “inacreditável” e afirmou que derrubar “este canalha”, em referência ao presidente, “virou questão de sobrevivência.

O coordenador do MTST ainda lembrou que outros países estão proibindo demissões e garantindo salários.

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Na última sexta-feira, 20, a Inglaterra anunciou que irá pagar até 80% dos salários de trabalhadores do país. Na França, o governo local garantiu que irá liberar 45 bilhões de euros para ajudar empresas e funcionários prejudicados pela pandemia.

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Flávio Dino, governador do Maranhão, que é do PCdoB, também usou as redes sociais para se manifestar contra a medida. Para ele, o caminho certo seria mobilizar crédito dos bancos para manter salários dos trabalhadores sem quebrar empresas. “O caminho certo tem sido adotado em vários países, o caminho errado só no Brasil”, escreveu.

Para o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a MP de Bolsonaro é “um dos maiores ataques ao povo mais pobre que já ocorreu” e “uma covardia sem precedentes”.

Manuela Dávila também se pronunciou. Para ela, a situação após a medida provisória será dramática.

Além de políticos, populares estão criticando duramente a iniciativa do presidente Jair Bolsonaro. Muitos pedem que o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vetem a medida por ser inconstitucional.

Segundo informação do IBGE, em janeiro, antes da crise pelo coronavírus, quase 12 milhões de pessoas estavam desempregadas. A previsão da XP Investimentos é que, com a crise, esse número chegue a 40 milhões.