Opositor e filho da ex-presidente Violeta Chamorro é detido na Nicarágua

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Polícia de choque monta guarda do lado de fora da casa de Cristiana Chamorro, ex-diretora da Fundação Violeta Barrios de Chamorro e pré-candidata presidencial, em Manágua em 2 de junho de 2021

O jornalista e ex-deputado Pedro Joaquín Chamorro, filho da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro, foi preso acusado de minar a soberania da Nicarágua, como parte de uma campanha de detenções de opositores a menos de cinco meses das eleições gerais, informou a polícia neste sábado (26).

As autoridades prenderam Chamorro na noite de sexta-feira por "incitar a interferência estrangeira", "solicitar intervenções" e "aplaudir" sanções contra a Nicarágua, com base em uma lei que o governo de Daniel Ortega aplica aos opositores, segundo nota da Polícia Nacional.

Com o ex-deputado, irmão da aspirante à Presidência Cristiana Chamorro, que também está em prisão domiciliar, o número de presos sobe para 20, entre cinco candidatos à presidência, políticos, um banqueiro e ex-guerrilheiros.

Outro irmão Chamorro, o jornalista Carlos Fernando, diretor da revista Confidencial, anunciou no dia 21 de junho que foi forçado a deixar o país devido às perseguições políticas a que é submetido pelo governo.

O político é membro da Alianza Ciudadanos por la Libertad (CXL-direita), um dos grupos credenciados perante o tribunal eleitoral para as eleições gerais de 7 de novembro, e segundo sua presidente, Kitty Monterrey, irá à disputa com o candidato que estiver disponível.

A menos de cinco meses da votação de 7 de novembro, a oposição ainda não tem candidato. A inscrição dos candidatos ocorrerá entre 28 de julho e 2 de agosto, de acordo com o calendário eleitoral.

Os opositores presos não são "candidatos" ou "políticos", mas "criminosos" que atacaram "a segurança do país" e tentaram organizar um "golpe", disse o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, diante da pressão internacional para libertar o detidos.

Ortega, um ex-guerrilheiro de 75 anos que já governou de 1979 a 1990, voltou ao poder em 2007 com a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) e permanece lá após duas reeleições.

A oposição pressupõe que ele tentará um quarto mandato consecutivo e que, com a prisão de rivais em potencial, ele está abrindo caminho para seu propósito.

jr/dga/ap/mvv

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