Opositor nega que eleições de novembro na Venezuela vão ser 'livres'

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Leopoldo López discursa durante evento em Miami Beach, no estado americano da Flórida (AFP/CHANDAN KHANNA)
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O opositor venezuelano Leopoldo López negou nesta terça-feira, nos Estados Unidos, que as eleições regionais e locais de novembro em seu país vão ser "livres" ou "transparentes", e descreveu as mesmas como uma tentativa de legitimação do governo de Nicolás Maduro.

“A eleição não é livre, não é transparente e não é verificável”, afirmou López à AFP, paralelamente ao Fórum da Liberdade de Oslo, uma série de conferências organizadas pela ONG Human Rights Foundation na Flórida. “Acredito que seja um evento eleitoral convocado pela ditadura, em que não há nenhuma condição", declarou pouco antes a um grupo de jornalistas.

O político, exilado em Madri desde outubro de 2020, após fugir da Venezuela, ressaltou, porém, que as eleições podem ser úteis para a oposição. “Estamos participando para lutar, para sair às ruas, para organizar as pessoas, para mandar uma mensagem”, disse.

Sobre as intenções do governo Maduro, que se sentou à mesa de negociações com a oposição no México nas últimas semanas, López garantiu que ele tenta apenas melhorar sua imagem. “O que Maduro busca é se legitimar”, afirmou, depois que Caracas convidou a União Europeia a enviar uma missão de observadores à Venezuela em novembro. “Inclusive, busca se legitimar de forma retroativa. Espera legitimar com uma eleição regional o que foi a fraude de uma eleição parlamentar e presidencial”, acrescentou, sobre a votação de 2018.

Quanto à comunidade internacional, López pediu um aumento da pressão com sanções individuais contra membros do regime que violaram os direitos humanos ou cometeram atos de corrupção. “Na mesa de negociações ficou claro que o que preocupa a ditadura são as sanções. Se é isso que os preocupa, então temos que continuar usando essa ferramenta”, declarou.

gma/dl/lb

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