Opositor russo Yashin é posto em prisão preventiva por criticar ofensiva na Ucrânia

Um tribunal de Moscou ordenou, nesta quarta-feira (13), a prisão preventiva de um dos últimos opositores do Kremlin ainda presentes na Rússia, Ilya Yashin, processado, como outros, por ter criticado a ofensiva na Ucrânia.

Yashin, um funcionário municipal de 39 anos da capital russa, permanecerá na prisão até pelo menos 12 de setembro, informou o tribunal, que atendeu ao pedido do promotor, constatou a AFP.

Em 28 de junho, ele já havia sido condenado a 15 dias de prisão por "desobediência à autoridade", acusação que sempre rejeitou.

Na terça-feira (12), as autoridades abriram uma investigação penal contra o ativista por ter "divulgado informações falsas" sobre o Exército russo. Se for considerado culpado neste processo, pode ser condenado a uma dura pena de prisão.

"Não tenham medo desses canalhas, a Rússia será livre!", gritou o oponente no tribunal, após o anúncio de sua prisão preventiva.

Um pequeno grupo de pessoas se reuniu em frente ao tribunal para apoiá-lo, observaram jornalistas da AFP presentes no local.

A "divulgação de informações falsas" sobre o Exército constitui um novo delito na Rússia e pode ser punido com mais de dez anos de prisão.

Desde o início da intervenção na Ucrânia, em 24 de fevereiro passado, as autoridades russas impõem uma repressão feroz contra as poucas vozes contrárias ao conflito. Muitas delas fugiram, buscando exílio. Outras estão presas, ou sendo processadas.

Apesar de ter condenado a ofensiva na Ucrânia, Yashin decidiu permanecer no país. Ele integra a oposição liberal desde os anos 2000 e participou do grande movimento de manifestações contra o presidente Putin, entre 2011 e 2012.

Yashin é um aliado do ativista anticorrupção Alexei Navalny, principal rival do presidente russo. Este último se encontra em um presídio de segurança máxima, localizado ao norte de Moscou.

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