Opositora bielorrussa pede aos EUA sanções mais duras para enfraquecer Lukashenko

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A líder da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya

Svetlana Tikhanovskaya, opositora exilada do governo bielorrusso, pediu nesta terça-feira (20) às autoridades dos Estados Unidos sanções mais duras contra as empresas de seu país para enfraquecer o presidente pró-Rússia Alexander Lukashenko.

Svetlana, que afirma ter vencido as eleições do ano passado, em que Lukashenko conquistou o sexto mandato, está de visita a Washington, no momento em que o governo do presidente democrata Joe Biden promete aumentar a pressão sobre o líder bielorrusso, um aliado de Moscou.

A opositora afirmou que, durante reunião nesta segunda-feira com o secretário de Estado americano, Antony Blinken, apresentou uma lista de empresas às quais espera que Washington imponha sanções. "Entendemos que apenas os próprios bielorrussos podem conduzir o país para mudanças democráticas, mas esperamos uma participação ativa, e não simbólica, dos Estados Unidos", enfatizou Svetlana durante um debate organizado pela Associação de Correspondentes do Departamento de Estado.

"O presidente Biden diz que o mundo está dividido entre a autocracia e a democracia. Portanto, a linha de frente dessa luta está em Belarus agora. Como uma campeã da democracia, a América pode ajudar a mudar as coisas", apontou Svetlana, que disse esperar mais sanções contra as empresas estatais dos setores de petróleo, madeira e aço. Com sanções, essas empresas seriam forçadas a "entender que Lukashenko acabou" e que "elas têm que escolher se unir a um país novo e transparente".

Svetlana também pediu o fim das brechas nas sanções impostas pela UE, que, de acordo com a opositora, permitem que os contratos existentes com empresas internacionais continuem. "A maioria das empresas internacionais teme as sanções dos Estados Unidos em primeiro lugar, e até mesmo a ameaça de novas sanções - europeias ou americanas - pode influenciar o comportamento de Lukashenko", garantiu. O presidente bielorrusso "está se tornando mais cruel e a violência está aumentando, mas isso só mostra a sua fraqueza".

Svetlana também se reuniu com o conselheiro de segurança nacional de Biden, Jake Sullivan, bem como com membros do Congresso, nesta terça-feira.

"Os Estados Unidos, junto com seus parceiros e aliados, continuarão a responsabilizar o regime de Lukashenko por suas ações, incluindo com imposição de sanções", declarou a Casa Branca após as negociações.

Sullivan reiterou o pedido de libertação de todos os presos políticos em Belarus e "um diálogo político abrangente e genuíno com os líderes da oposição democrática".

Mais cedo, o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, disse que Blinken teve uma "conversa muito boa" com Svetlana, mas não quis entrar em detalhes sobre qualquer discussão a respeito de novas sanções.

Svetlana fugiu para a Lituânia no momento em que as forças de segurança reprimiram os protestos em Belarus.

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