Opositores pedem que comunidade internacional não reconheça eleições na Nicarágua

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Jornalistas cercam opositores nicaraguenses ao governo do presidente Daniel Ortega vivendo no exílio em Costa Rica, durante entrevista coletiva em San José, 7 de outubro de 2021 (AFP/Ezequiel BECERRA)
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Um grupo de opositores nicaraguenses no exílio e na clandestinidade pediu à União Europeia (UE), a organismos internacionais e governos a declararem ilegítimas as eleições presidenciais da Nicarágua do próximo 7 de novembro.

"Pedimos para declarar a ilegalidade do processo eleitoral e não reconhecer os resultados da farsa eleitoral montada pela ditadura", disse Maria Laura Alvarado, representante da Unidade Nacional Azul e Branco (UNAB), ao ler uma declaração durante uma coletiva de imprensa na Costa Rica.

A solicitação é dirigida, além da UE, à Organização das Nações Unidas (ONU), à Organização dos Estados Americanos (OEA), a organismos regionais e governos.

A um mês do pleito, a UNAB e outros dez movimentos de oposição emitiram esta declaração na qual acusam o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, de "acabar com qualquer vestígio de verdadeira competição eleitoral, levando para a prisão sete pré-candidatos presidenciais, forçando ao exílio outros dois" e tornando ilegais três partidos da oposição.

"Autoridades da União Europeia e dos Estados Unidos, e alguns outros países amigos e irmãos da liberdade têm dito categoricamente que esta eleição não cumpre com os parâmetros internacionais, nem os requisitos para ser reconhecida como legítima", declarou Alexa Zamora, também da UNAB.

"Estamos aqui pelos presos políticos, pelos exilados e por todos aqueles nicaraguenses que não podem erguer suas vozes devido à repressão da ditadura", acrescentou.

Somaram-se virtualmente à coletiva de imprensa ativistas de organizações a Nicaragua Freedom Coalition (NFC) dos Estados Unidos, do Movimento Campesino e opositores na clandestinidade.

O grupo pediu aos nicaraguenses que se abstenham de participar do que insistiu em chamar de uma "farsa eleitoral".

Ortega, de 75 anos, no poder desde 2007, disputará o quarto mandato consecutivo novamente com sua esposa, Rosario Murillo, como vice-presidente e sem adversários que ponham em risco seu propósito.

A grave crise política que a Nicarágua vive eclodiu com os protestos antigovernamentais de abril de 2018, cuja repressão deixou mais de 300 mortos, centenas de detidos e mais de 100.000 exilados.

O governo atribuiu as manifestações a um fracassado golpe de Estado promovido pelos Estados Unidos que, assim como a UE, adotaram sanções contra o governo de Ortega.

Na segunda-feira passada, Ortega voltou a acusar os opositores de "se lançarem na queda do governo legítimo".

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