Orbán diz que eventual sanção a petróleo russo prejudicaria mais a Hungria do que a Rússia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse nesta quinta-feira (5) que o novo pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, com um eventual embargo às importações de petróleo bruto, causaria mais danos a Budapeste do que a Moscou.

Na quarta (4), a Comissão Europeia propôs aumentar as sanções contra o país de Vladimir Putin, mas há divergências dentro do bloco. Isso porque Hungria e Eslováquia são dependentes do produto russo —58% e 96%, respectivamente, das importações de petróleo bruto são derivadas da Rússia. A média do bloco é de 26%.

Como forma de contornar as limitações, o Executivo europeu cogita estender até o final de 2023 o prazo para que os dois países adotem as sanções contra Moscou. O chanceler húngaro, disse, porém, que mesmo com o maior prazo, seu país só poderia concordar com as medidas se as importações de petróleo bruto da Rússia via oleoduto estivessem isentas das sanções.

Para que o pacote seja aprovado, o bloco precisa do assentimento de todos os seus 27 membros.

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