Orçamento paralelo é alvo de investigação da Polícia Federal e da CGU

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Brazil's Comptroller General of the Union (CGU) Wagner Rosario attends a news conference at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, July 29, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Wagner Rosário esteve na Câmara dos Deputados na última quarta-feira para falar sobre o chamado "orçamento secreto" (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Controladoria Geral da União e Polícia Federal estão investigando o chamado "orçamento paralelo"

  • Wagner Rosário, da CGU, falou sobre o tema na Câmara dos Deputados na última quarta-feira

  • Para Rosário, há grande possibilidade de haver casos de corrupção envolvendo as emendas do relator

A Controladoria Geral da União e a Polícia Federal investigam um esquema de venda de emendas parlamentares. A revelação foi feita pelo ministro Wagner Rosário, da CGU, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (6). A audiência dizia respeito às chamadas “emendas do relator”.

A investigação diz respeito a uma suspeita de que deputados e senadores estariam repassando verbas do orçamento federal para prefeitura em troca de parte do recurso.

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“Sobre vendas de emendas, estamos investigando vários casos porque já fazemos esse trabalho em convênios em geral”, explicou Rosário.

“Não é só trator, tem várias outras coisas acontecendo fruto de convênios no Brasil em diversos outros órgãos e estamos com trabalho bastante forte nisso, em parceria com a PF, e todos nós vamos ficar sabendo no dia da deflagração de operação e também no desencadeamento dos trabalhos”, disse o CGU, em referência ao nome “tratoraço”, utilizado para referir-se ao também conhecido “orçamento paralelo”.

O caso foi revelado pelo jornal O Estado de São Paulo, quando parlamentares usaram emendas do relator para comprar tratores com valor superfaturados. Segundo Rosário, o caso está sendo investigado.

“Em relação a irregularidades, nós já estamos chegando em algumas e em breve será de conhecimento de todos, estamos com as equipes atuando em conjunto sempre com a PF e o MP”, disse.

O ministro da Controladoria Geral da União se posicionou contra as emendas do relator e afirmou que se tratam de casos de corrupção. “Acho que as políticas públicas têm que ser tocadas pelo poder executivo federal, com estudos técnicos voltados”, apontou. “Não temos dúvidas de que vai existir corrupção na ponta, agora o nosso trabalho tem que ser bastante cauteloso.”

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