Ordem de despejo, dívidas e prisão: cantor Belo coleciona problemas na Justiça

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O cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo, e a mulher Gracyanne Barbosa foi alvo do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) por falta de pagamento do aluguel de um imóvel em Moema, região nobre da capital paulista. O casal, que recebeu uma ordem de despejo, estaria devendo aluguéis, IPTU e contas de consumo em atraso no valor de R$ 221.159,86. Além do pagamento da multa de rescisão contratual de R$ 46.139,85.

Amigos nos anos 90: Belo tem R$ 7 milhões bloqueados pela Justiça por dívida com Denilson

De acordo com o processo, o valor da rescisão deverá ser abatido pelo depósito de caução de R$ 42.900 realizado pelo casal no fechamento do contrato. Eles também foram condenados a pagar R$ 38.667,09 de indenização por danos materiais.

Em comunicado, o advogado do casal, Marcelo Passos, afirma que “não procedem as informações” já que Belo e Gracyanne "não assinaram qualquer contrato de locação residencial" e que o casal também não foi citado no processo. Segundo o texto, a ação que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo, estão em discussão valores devidos pela empresa Central de Shows de Eventos Ltda. pela locação de um imóvel no bairro Planalto Paulista, em São Paulo.

Passos afirma ainda que a empresa não tem Belo como sócio ou administrador, alegando que ela “pertence, na verdade, a um ex-empresário do músico, com quem ele não sustenta mais relações profissionais”.

"Esse ex-empresário entregou o imóvel como cortesia a Belo, na época dos fatos, como uma contrapartida da relação de agenciamento dos dois. Mas cabia ao titular do contrato se responsabilizar pelas despesas, não a Belo. Essa divisão de responsabilidades era, inclusive, parte do acordo profissional existente entre os dois”, pontua o comunicado.

Essa não é a primeira vez que Belo tem seu nome vinculado a dívidas. Ele e o ex-jogador Denilson, amigos nos anos 90, romperam relações em 2000, quando o cantor deixou o grupo de pagode "Soweto". Os dois travaram uma briga jurídica que dura mais de 20 anos.

Belo x Denilson

Em 1999, Denilson comprou os direitos comerciais do grupo de pagode, mas a saída de Belo para seguir carreira solo o caso foi parar na Justiça. O ex-jogador acusou o cantor de quebra de contrato e em 2004, teve uma decisão favorável do Tribunal de Justiça que determinou que Belo pagasse R$ 388 mil a Denílson.

No entanto, o valor não foi quitado e o processo já transitou em julgado, ou seja, não há mais recursos. Atualmente, o valor supera R$ 7 milhões, o que é contestado pelo cantor.

No último dia 19, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 7 milhões que seriam destinados ao cantor Belo pelo pagamento de um show que ele apresentará com Thiaguinho, no dia 20 de agosto, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

No entanto, o advogado Marcelo Passos, que representa o artista, afirmou que decisão foi derrubada. – Nos derrubamos a determinação de penhora de venda de ingresso. Não existe mais determinação para penhora no show dele. – afirma Passos.

Prisão durante pandemia

Em fevereiro do ano passado, o nome do cantor ganhou o noticiário durante a pandemia. Belo chegou a ser preso e solto em menos de 24 horas após ter realizado um show dentro de uma escola estadual na favela Parque União, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

Filha do cantor Belo é uma das 12 mulheres presas acusadas de integrar quadrilha de golpes eletrônicos

Na ocasião, a polícia afirmou que eles violaram um decreto municipal que proibiu aglomerações no carnaval e contribuíram com a disseminação do coronavírus, colocando em risco a vida de centenas de pessoas. Além disso, a realização dos shows de Belo e de outros artistas dentro da unidade de ensino foi realizado sem autorização da Secretaria estadual de Educação.

Em depoimento ao ser preso, Belo alegou ter sido contratado por uma empresa para realizar o show na Maré. Ele afirmou ainda que um de seus sócios é responsável por negociar as apresentações que serão feitas por ele e afirmou que não tinha conhecimento de que faria um show em uma escola municipal naquele dia. O cantor declarou ter recebido R$ 65 mil pela apresentação. Além de Belo, outras duas pessoas foram presas na ocasião. Todas acabaram sendo soltas.

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