Organizadores de festas clandestinas no carnaval do Rio oferecem ingressos em aplicativos de mensagens para burlar a fiscalização

Camila Zarur
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No concorrido grupo de WhatsApp, a promoter logo avisa: "ingressos esgotados!". Pouco depois, uma pessoa pergunta se ainda é possível comprar a entrada para outra festa, que, assim como a primeira, está marcada para o período do carnaval. Flyers de eventos também são compartilhados na conversa. Todos previstos para acontecer entre os dias 14 e 16 desta semana. É assim que as festas no Rio, proibidas devido à pandemia de Covid-19, têm feito sua divulgação — uma maneira de tentar burlar a fiscalização das autoridades contra aglomerações. Para não serem descobertos, os organizadores só anunciam o local dos eventos poucas horas antes de começarem. Foi o que aconteceu com uma "pool party" clandestina em sítio na Zona Oeste do Rio, interditada pela prefeitura no último domingo.

Neste novo modo, os aplicativos de mensagens, como o WhatsApp e o Telegram, tomaram a vez das divulgações nas redes sociais e sites de venda de ingresso. Agora, listas com as festas clandestinas circulam entre grupos de conversa e amigos. Os promotores fazem a ponte entre clientes e os organizadores, não só fazendo esses chats para divulgar os eventos como também recebendo o pagamento das entradas por meio de transferências bancarias, pix e aplicativos como o picpay.