Orquestra Imperial faz temporada de shows no Manouche, em Janeiro

Eduardo Vanini

O ano que chega ao fim nesta terça-feira não foi dos mais generosos para os fãs da Orquestra Imperial, que teve uma agenda minguada em função dos projetos paralelos de seus cerca de 20 integrantes. Mas águas passadas não movem baladas, e 2020 chega para virar vesse jogo logo de cara: a banda fará uma temporada inteira de shows durante o mês de janeiro, no Manouche, no Jardim Botânico. Como nos velhos tempos de Ballroom, onde o grupo começou a sua história há quase 18 anos, as apresentações serão sempre às segundas-feiras.

“Está todo mundo empolgado e entramos numa pilha de renovar o nosso repertório. Buscamos algumas canções que têm a ver com esse espaço do Manouche, mais acolhedor”, adianta Nina Becker, que divide os vocais com Emanuelle Araujo. Sem abrir mão das músicas mais animadas, a banda aposta num setlist para o público “dançar coladinho” durante boa parte da noite. “Caso sério”, de Rita Lee, é uma das novidades. “O resto é surpresa”, avisa Nina.

O grupo se apresentará com integrantes das primeiras formações, como Berna Ceppas, Kassin, Moreno Veloso, Felipe Pinaud, Pedro Sá, Marlon Sette, César Bodão, Mauro Zacharias e Bidu Cordeiro. Nomes que têm agitado a cena musical contemporânea também sobem ao palco para participações especiais. Ana Frango Elétrico, Matheus VK, Danilo Cutrim (Braza) e Pedro Miranda, além do percussionista Leonardo Reis entraram no radar da trupe. “Essas misturas são agradáveis porque acabam proporcionando uma noite ímpar, que você não encontra em outro lugar”, comenta Berna.

Famosa pelas longas apresentações em que o público saía dos shows pingando suor de tando dançar, a banda promete não deixar ninguém na mão. “Como já disse Seu Jorge (ele integrou uma das primeiras formações do grupo), a Orquestra é aquela pelada que você marca com os amigos na segunda-feira e joga até a língua sair da boca”, lembra Berna, ao passo que Nina comenta sobre o perfil mais “intimista” do Manouche: “Se organizar direitinho, todo mundo dança”.