Orquestra Sinfônica Jovem faz concerto gratuito em evento para divulgar importância do transplante de órgãos

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RIO — Quem passou pela Cinelândia nesta quarta-feira, pôde apreciar uma apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ) nas escadarias do Theatro Municipal durante a hora do almoço. O concerto gratuito foi uma iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do Programa Estadual de Transplante (PET), e tinha o objetivo de chamar atenção da população para a importância da doação de órgãos.

A apresentação contou com a participação de 55 jovens concertistas, com idade entre 15 e 26 anos. No roteiro, clássicos e MPB. O repertório incluía execuções de “As Bachianas”, de Heitor Villa-Lobos, “Libertango”, de Astor Piazzola, “Carinhoso”, de Pixinguinha, “Feira de Mangaio”, de Sivuca e Glorinha Gadelha, e “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso.

Paulo José Botelho, o mestre Paulinho, diretor da bateria campeão pela Beija-Flor e Vila Isabel e que também comandou as baterias da Viradouro e Caprichosos de Pilares estava entre as pessoas atraídas pelos sons dos instrumentos. Ele tinha ido ao médico e ao ouvir as canções executadas pela orquestra deu uma paradinha para acompanhar a apresentação.

— Eu estava passando por aqui e tive essa surpresa. Sou amante da música e a ação muito legal. Claro, vim aqui parabenizar — contou.

Para incentivar e divulgar o Setembro Verde, ao longo do mês serão promovidos diversos eventos pela cidade. O primeiro ato, no último dia 2, foi iluminar e colorir de verde o Cristo Redentor. Depois foi a vez do Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, e, no dia 14, a Câmara dos Vereadores. No dia 27 será celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos.

— No ranking dos estados que mais fazem transplantes no país o Rio está atrás apenas do Paraná e de São Paulo. Vamos continuar investindo para avançar e melhorar ainda mais este cenário. Vamos credenciar centros transplantadores, estimular as universidades a realizarem transplantes e organizar todo o sistema de captação para que possamos captar o maior número de órgãos possível —, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

O Programa Estadual de Transplantes (PET) foi criado em 2010 e realiza a captação de coração, fígado, rim, pâncreas, pulmão, pele e córnea, entre outros órgãos. Em 11 anos, o programa foi responsável pela renovação da vida de mais de 6.900 pessoas por meio de transplantes de órgãos sólidos (categoria que engloba os transplantes de fígado, pulmão, intestino, rim, pâncreas e coração) e recuperou a saúde de inúmeros pacientes com transplantes de ossos, ligamentos e pele.

A maioria dos integrantes da Orquestra Sinfônica Jovem é de moradores de comunidades carentes do Rio e alguns em situação de vulnerabilidade social.

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