Os cobiçados Gávea e Urca terão residenciais raros

Vem da Gávea, bairro com maior IDH do Rio, a novidade que anda agitando o mercado imobiliário da cidade: um enorme terreno no coração da Rua Marquês de São Vicente vai ganhar vida nova após mais de três décadas envolvido em disputas judiciais e situações de abandono. Ali, numa área de 25 mil metros quadrados, vai surgir o Parque Sustentável da Gávea, com unidades residenciais e lojas distribuídas em três blocos de até quatro pavimentos. O empreendimento será aberto ao público, em uma proposta inédita para a Zona Sul.

— O Parque Sustentável veio para dar nova vida à Gávea — afirma o presidente da Mozak, Isaac Elehep.

O projeto paisagístico do parque e das áreas comuns do empreendimento é assinado pelo Escritório Burle Marx e vai compor a Alameda Verde, que permitirá o acesso do público a um mirante localizado no final do terreno, com vista privilegiada do bairro, espaço para a prática de esportes, área de contemplação e itens de acessibilidade, além de um setor de preservação e pesquisa. A Mozak também se comprometeu a plantar espécies nativas da Mata Atlântica.

— A Gávea é um bairro pelo qual os moradores, muitos de longa data, têm o maior cuidado e carinho. Mais do que um mero lançamento, o Parque Sustentável é um novo conceito de viver — afirma a coordenadora de Marketing da construtora, Maria Carolina de Almeida.

Por falar em ineditismo, a TAO também está com um lançamento exclusivo no bairro. O Jardim Pindorama é o primeiro condomínio privativo de casas na Gávea. São residências com área construída variando de 470 a 600 metros quadrados com quatro suítes, área gourmet e piscina integrada ao jardim. O projeto arquitetônico leva a assinatura de Sergio Conde Caldas e Erick Figueira de Mello, com paisagismo do Burle Marx.

A Inti Empreendimentos é outra incorporadora que anda de olho no bairro. Já lançou três residenciais por lá: o Cora, com 18 apartamentos; o Grid, também com 18 unidades; e o Dumont 52, com apenas quatro imóveis. Nada surpreendente para uma empresa que, nos últimos anos, fez três lançamentos em um dos bairros mais cobiçados do Rio de Janeiro: a Urca.

— Quando lançamos o Di Julio, em 2017, havia mais de 30 anos que nada era construído na Urca. De lá para cá, conseguimos desenvolver mais dois: o Rocca e o Urbano. Todos vendidos integralmente — conta o sócio-diretor da Inti, André Kiffer.

Nos dois bairros, a legislação é super-restritiva. Na Gávea, por exemplo, uma parte grande do bairro só pode ser usada em moradias unifamiliares. E, na Urca, há ainda a questão dos imóveis tombados ou preservados. Nesses endereços, o sucesso de venda é garantido. Mas a lista de lugares disputados inclui ainda o Cosme Velho, a Glória, o Catete e o Leblon. A Inti, por exemplo está lançando o Sambaíba, com 13 apartamentos, no Alto Leblon.

— São lugares com muitos desafios: legislação, tombamentos e poucas áreas disponíveis. É uma caça ao tesouro — diz ele.

Mas nem a escassez de oferta na Zona Sul tira o Leblon da preferência dos cariocas. A imobiliária Judice & Araujo, especializada em imóveis de luxo, registrou 260% de aumento na comercialização de unidades no bairro entre janeiro e março de 2022 em relação ao mesmo período de 2021. O segredo desse sucesso está na cobiça pelas poucas unidades à venda no bairro.

— No Leblon, há dois fortes perfis de compradores: casais com filhos pequenos que querem espaço e casais mais velhos, que já vivem só e buscam um imóvel menor, mas sem abrir mão da boa localização e das comodidades do bairro — afirma a vice-presidente da imobiliária, Patricia Judice Araujo Esteves.

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